spider-man-romita-jrEm clima de lançamento do mais novo filme do cabeça de teia, hoje lhes trago uma das suas melhores histórias, que no Brasil acaba tendo o mesmo subtítulo do longa.

J. Michael Straczynski começa sua fase como roteirista do Aranha de uma ótima forma, resgatando o humor e responsabilidade do herói e o salvando de um longo período de histórias fracas que este vinha passando. Com a arte de John Romita Jr. em seu auge, a história é uma das mais bem trabalhadas e muito importante no crescimento do herói.

De_Volta_ao_Lar_-_057Na trama, JMS explora com maestria as nuances entre a vida civil de Peter Parker e a carreira heroica do Homem-Aranha, agora Peter havia se tornado professor de ciências em seu antigo colégio, não foi sua primeira vez como professor, mas foi a mais bem sucedida. Straczynski aproveita a deixa dos roteiristas anteriores, que vinham apresentando Peter desempregado por meses, e resgata esse elemento do personagem, que a partir daí serve de ferramenta para diversas histórias que demonstram a responsabilidade e bondade de Parker com ou sem uniforme.

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Já no lado heroico, o Homem-Aranha encontra Ezequiel, um senhor de idade que tem os mesmos poderes que ele, qual levanta a possibilidade dos poderes do teioso não terem vindo da radiação da aranha que o picou, mas sim de uma forma mística através de uma habilidade totêmica possuída pela aranha. Mesmo parecendo algo bobo, é muito bem fundamentado e vêm sido algo recorrente nas histórias do Aranha, tendo inclusive um de seus últimos arcos da fase atual sido totalmente ligado à mitologia dos totens.

Como se os totens não fossem suficiente, o amigão da vizinhança ainda tem que lidar com Morlun, um novo vilão que suga a energia de pessoas com as habilidades totêmicas e as mata. Para o azar do herói, Morlun é quase indestrutível, sendo um dos inimigos mais poderosos que o cabeça de teia já enfrentou, o combate entre os dois é genuinamente dramático e um dos mais emocionantes de todas suas histórias.

Morlun

Embora sofra da falta dos coadjuvantes habituais do Homem-Aranha, salvo a importante presença da tia MayDe Volta ao Lar é um arco memorável, que trabalha com maestria muito do que é a essência do herói. Tudo o que o faz seguir o caminho correto não só está presente, como é repassado pelo personagem aos outros que lhe rodeiam, principalmente Ezekiel. É uma demonstração de poucos paralelos sobre o que o Homem-Aranha realmente representa.
É uma pena que se olharmos um pouco mais à frente seja notável a falta de zelo com tudo que aqui foi apresentado, tendo todo o universo do aranha sofrido com o uso exacerbado da história totêmica durante alguns anos, sem contar as barbáries envolvendo Norman OsbornGwen e a Guerra Civil. Ainda assim De Volta ao Lar é uma das melhores histórias nas décadas de trajetória do Aranha, analisada como um arco fechado é memorável e com certeza é uma majestosa representação de porque o Homem-Aranha é um dos heróis mais admiráveis.
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