Hoje trago a vocês uma obra prima do mundo dos quadrinhos para estrear a nova coluna semanal da Aliança, O Reino do amanhã (Kingdom come), uma história publicada entre maio e agosto de 1996 pela DC Comics, contando com roteiro do grande Mark Waid, o qual foi indicado ao premio Eisner pela estória em questão e artes do inigualável Alex Ross, quem conhece sabe que o cara é simplesmente sensacional no que faz.Nesta elseword (mundo paralelo) somos levados 20 anos no futuro, um tempo em que os heróis conhecidos estão aposentados e os herdeiros desse título perderam o respeito pela humanidade. A história é vista pelos olhos do pastor Norman McCay, acompanhado pelo Espectro, mostrando como Magog foi aclamado herói pelo povo e trazendo assim a aposentadoria do Superman e outros, mas é claro que o azulão não ia ficar de fora vendo o jeito que a humanidade era tratada pela nova geração que apenas se preocupava em lutar entre si.

Reinodoamanhaimagens3O sucesso de “Reino do Amanhã” acontece graças à complexidade do mundo que Ross criou para sua história. É, uma homenagem a tudo de incrível que o Universo DC já criou. Ross e Waid nos mostram o que aconteceria se os maiores heróis abrissem espaço para uma nova geração, livres das restrições da verdade e da justiça, virtudes que outrora foram inspiradoras. É impressionante como esta história se expande no Universo DC, Waid e Ross conseguiram envolver diversos personagens e lugares em um conto fantástico. As páginas estão repletas de personagens, mas, ao contrário do que se pode imaginar, a história não é prejudicada por isso, ela é enriquecida.

Reinodoamanhaimagens4Nesta HQ você deve conferir cada quadro atentamente para capturar todas as referências que Ross colocou em sua arte, com diversas homenagens à cultura pop, como o fato de termos um grupo de heróis inspirados no Village People. O fotorrealismo de Ross faz com que os heróis pareçam estar atuando em um filme fotografado e você não consegue deixar de prestar atenção no detalhamento das expressões.

O roteiro de Waid é habilmente desenvolvido, sem pausas e repleto de histórias e ideias que se desenvolvem simultaneamente, mas ele consegue garantir que nada fique confuso. Waid também mantém um tom religioso na história, seja tanto usando citações e referências bíblicas para construir a profecia de Dodds, quanto ao apresentar Superman como Jesus, querendo ensinar os novos meta-humanos, mas sem usar a força.

reinodoamanahaimagens2Aqui vemos a Trindade tentando achar uma forma de colocar o mundo de volta nos trilhos, visto que os cidadãos estão cansados de serem ameaçados pelos meta-humanos.Tudo isso visto pelos olhos de Norman McCay, que deve observar os eventos que levarão ao fim do mundo, fruto da profecia.

A história possui um grande diferencial que é o fato de não precisar de um vilão propriamente dito para sua trama, apenas as consequências dos atos fazem com que tudo se desenrole. A HQ é em minha opinião, se não a melhor, uma das melhores já feitas, Waid faz a história fluir muito bem sem ser massiva, as artes trazem os personagens para fora da página, e no fim, nos deparamos com o verdadeiro significado de ser um herói: Esperança.

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