valerian-laureline-1Com a estreia de “Valérian e a cidade dos mil planetas” cada vez mais próxima, me sinto à vontade para escrever um pouco sobre a origem desse filme que já me parece promissor. A versão do cinema é uma adaptação dos quadrinhos “Valérian – Agente Espaço-Temporal”, criados pela dupla francesa formada entre o escritor Pierre Christin e o desenhista Jean-Claude Mézierès, originalmente publicada em 1967 na revista Pilote.

Com todo o elemento Sci-Fi que era novidade na época, não demorou até que o quadrinho ganhasse uma publicação própria pela editora franco-belga “Dargaud” a partir de 1970, inclusive sendo publicado no Brasil em forma de tirinhas no jornal “O Globo” na década de 80. A partir do sucesso dos quadrinhos de Valérian, muito se criou no campo da ficção científica em filmes, séries e outros quadrinhos que se sentira à vontade para explorar o tema, o próprio Star Wars é uma criação diretamente ligada e inspirada pelo quadrinho francês.

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Os protagonistas da história são os agentes Valérian e Laureline, viajantes do espaço e tempo que trabalham para o governo de Galaxity, capital do Império Galáctico da Terra, esta que passou por um desastre ecológico em 1986 causado por uma explosão que derreteu os polos da Terra, levando a humanidade a regredir para um estado de barbárie que perdurou até o século XXIV, quando voltaram a progredir.

O herói Valérian é um homem forte e corajoso que aceita ordens dos seus superiores sem questionar, mesmo que aparentem ser erradas. Um patriota em um mundo sem pátria, lembrando bastante a era “Escoteiro“ do Superman, onde ele possuía uma obediência cega pelo sistema.

ombres-e1492425067150Laureline é totalmente o oposto do herói, rebelde e questionadora, ela costuma seguir sua bussola moral e sempre acaba batendo de frente com Valérian, ela possuía um papel bem ousado para uma mulher para a época em que foi escrita. A história deixa explícito que os agentes são um casal, e comumente vemos a sensualidade de Laureline ser explorada, seja nos trajes sumários das civilizações por onde passam ou em eventuais cenas de nudez de costas ou lado, nunca frontal.

As histórias possuem títulos belos, alguns dos mais bonitos e chamativos de todos os quadrinhos eu diria, como “O império de mil planetas”, “A cidade das águas movediças” ou “O país sem estrelas”, contos muito bem trabalhados, mas que sofrem do mesmo mal de qualquer coisa escrita na época, nunca há dúvidas quanto à vitória dos heróis e nem margem para acreditarmos que algum vilão terá sucesso no final.

e5rghwegwegwegwegA ambientação se dá não apenas no futuro, mas também em diversos planetas e civilizações distintos, o que enriquece a narrativa e nos traz uma incrível diversidade de seres vivos.

Atualmente republicado na Europa com o título de “Valérian e Laureline”, é uma leitura que nos impressiona, a criatividade dos criadores na época foi de uma imaginação sem limites que contava com uma descrição perfeita, porém talvez não sejam histórias para quem curte apenas combates e a arte mais realista dos atuais quadrinhos já que muito aqui se dá através de narrativa, com grandes balões de falas e muito cenário de fundo. Sem dúvidas foi essencial para muito do que temos de Sci-Fi hoje em dia, lembrando que sem Valérian, Star Wars jamais existiria, palavras do próprio George Lucas.

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