F.E.A.R. é um jogo eletrônico de tiro em primeira pessoa produzido pela Monolith e lançado em 18 de outubro de 2005 para PC, em 31 de outubro de 2006 para Xbox 360 e em 24 de abril de 2007 para PlayStation 3. A sigla F.E.A.R. significa First Encounter Assault Recon. O jogo é distribuído pela Vivendi Games. Uma experiência incrível, cinética e quase cansativa do início ao fim. Mais do que isso, é o fato de que também é um dos jogos mais atmosféricos e assustadores já feitos.

O jogador controla o membro mais novo da First Encounter Assault Recon, a força-tarefa secreta dos militares, designada para lidar com situações paranormais. Um comandante militar chamado Paxton Fettel fica louco e assume o comando de um exército secreto de soldados clonados que estão telepaticamente ligados a ele. Fettel e o batalhão de soldados de elite então criam um caos em uma cidade americana. Eles parecem estar procurando por algo, embora seu objetivo seja um mistério. Depende do jogador e do resto da equipe F.E.A.R., juntamente com unidades da Delta Force, descobrirem o que eles estão procurando e detê-los.

Como membro da F.E.A.R., o personagem possui algumas habilidades especiais à disposição. Por exemplo, é possível matar os inimigos com um tiro rápido ou um chute de tesoura. No entanto, a habilidade mais importante é o reflexo ultra rápido, que pode ser ativado em rajadas curtas para criar uma espécie de bullet-time semelhante à do filme “Matrix”. Chutar durante o reflexo ativado deixará tudo mais lento, então é possivel ver os vórtices no ar criados por balas disparadas. Essa habilidade de câmera lenta é quase essencial para sobreviver a algumas das batalhas mais difíceis.

Aqui o combate é excelente, e não se leva muito tempo para se acostumar a derrubar pequenos grupos de soldados, mas esses encontros podem parecer um pouco repetitivos depois de algum tempo. Uma vez que o jogador está lidando com um exército de clones, está lutando essencialmente com o mesmo cara quase sempre, então isso também empresta um clima de familiaridade com seu oponente. O jogo apresenta alguns novos inimigos para mudar as coisas um pouco no meio do jogo, mas os soldados clonados representam o oponente mais frequente por mais parte do tempo. Há também ninjas de alta tecnologia que aparecem no meio do jogo. Esses caras podem se cobrir para serem invisíveis, podem escalar paredes e possuem as mesmas habilidades do jogador. A primeira vez que o jogador os encontra pode ser um choque, mas também é decepcionante que eles apareçam raramente.

Os ambientes também podem se sentir um pouco repetitivos depois de um tempo. São basicamente três tipos de cenário: uma área industrial deserta, um complexo de escritórios desertos e um ambiente urbano deserto e degradado. Enquanto os níveis são projetados para permitir pesadelos selvagens, certamente o jogo poderia ter tido mais variedade quando se trata de ambientes, porque há um certo ponto em que o jogador sente que explorou a mesma fábrica ou complexo de escritório pela centésima vez. Seria bom ter também um elemento imprevisível no jogo, como civis que você precisa proteger ou, pelo menos, não prejudicar.

F.E.A.R. é um jogo fortemente influenciado por filmes de terror japoneses, e mais notavelmente “O Chamado”. Na verdade, o jogo usa muitos dos mesmos tipos de truques visuais para assustar o jogador, como uma aparição fantasmagórica quando se menos espera. Mas os designers também foram inteligentes o suficiente para perceber que menos é mais quando se trata de construir tensão. Existem partes do jogo em que simplesmente não há combate, dando ao jogador alguns momentos inquietantes, fuçando pelos escritórios abandonados, encontrando nada mais do que bacias de sangue ou mensagens de voz deixadas por famílias tentando entrar em contato com seus entes queridos. Há também aqui aquela sensação continua de estar sendo vigiado, porém, como sempre há algum tipo de ruído ou a imagem fugaz de alguém em algum canto. É certo que alguns desses truques tornam-se um pouco familiares ao longo do tempo, mas ainda são suficientes para mantê-lo assustado.

Enquanto a atmosfera do jogo agrada, o enredo por outro lado, não. F.E.A.R. apresenta uma história completa, porém vários argumentos aqui carecem de algum tipo de recompensa satisfatória para todos os seus problemas, tornando o jogo um pouco decepcionante nesse aspecto. O nível final também é decepcionante, pois é surpreendentemente fácil, especialmente em comparação com o que é experimentado até chegar a esse ponto.

A campanha do jogo dura cerca de dez horas, que é basicamente um tempo padrão para jogos desse estilo. Há também os modos de multiplayer que incluem deathmatch, deathmatch em equipe, captura da bandeira, mas diferenciando-se ao incorporar muitos dos recursos legais encontrados na campanha, como a capacidade de utilizar a habilidade de bullet-time.

F.E.A.R. é um jogo bastante intenso com uma mistura espetacular entre horror e ação. Os ambientes repetitivos e o multiplayer são um pouco decepcionantes, mas ainda vale a chance de experimentar um jogo verdadeiramente assustador com alguns ótimos combates.

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