Resident Evil 2, conhecido no Japão como Biohazard 2, é um jogo de survival horror lançado originalmente para o PlayStation em 1998. O jogo vendeu mais de quatro milhões de cópias no PlayStation e é o título de maior sucesso da franquia em uma única plataforma. Após seu lançamento, foi incluído em várias listas dos 100 melhores jogos. Ele também foi portado para Microsoft Windows, Nintendo 64, Dreamcast e GameCube.

Sua história se passa dois meses após os eventos do primeiro jogo, na cidade de Raccon City. Quase todos os seus cidadãos foram transformados em zumbis por um surto do T-virus, um novo tipo de arma biológica secreta desenvolvida pela empresa farmacêutica Umbrella Corporation.

Os protagonistas são Leon S. Kennedy, um policial novato em seu primeiro dia na força local, e Claire Redfield, uma estudante universitária à procura de seu irmão Chris. Tendo acabado de chegar na cidade, os dois partem para o Departamento de Polícia de Raccoon buscando proteção contra os zumbis. No entanto, após um caminhão desgovernado atingir o carro onde estavam, eles são forçados a dividirem-se. Depois do ataque de alguns zumbis, o protagonista entra na base policial. O jogador descobre que a delegacia está abandonada, a maioria dos policiais foram mortos, e também que Chris deixou a cidade para investigar a sede da Umbrella na Europa.

Sem nenhuma motivação para ficar ali, os dois protagonistas separam-se para procurar outros sobreviventes e fugir da cidade. Enquanto tentava achar uma rota de fuga, Claire conhece uma menina chamada Sherry, que estava fugindo de uma criatura desconhecida, e Leon se depara com Ada Wong, que afirma estar à procura de seu namorado John, um pesquisador da Umbrella.

Resident Evil 2 apresenta as mesmas mecânicas básicas de seu jogo antecessor. O jogador resolve quebra-cabeças e luta contra monstros e zumbis. Os dois protagonistas podem se equipar com armas de fogo, mas a munição é limitada, adicionando um elemento tático para o uso delas. Na tela de status, é possível verificar a condição dos personagens, usar itens medicinais para curar os ferimentos e equipar armas.

A saúde atual dos protagonistas também pode ser determinada pela sua postura e velocidade de movimento. Por exemplo, o personagem vai colocar a mão em seu estômago se estiver ferido ou cambalear se estiver à beira da morte. Os jogadores podem carregar um número limitado de itens e devem armazenar os outros em caixas colocadas em pontos específicos do jogo, onde podem ser recuperados posteriormente. Certos quartos possuem máquinas de escrever que podem ser usadas para salvar o jogo. No entanto, esta ação é limitada ao número de fitas de tinta encontradas pelo cenário.

O jogo continua com mesmo sistema do anterior: câmera em terceira pessoa com ângulos de câmera já pré-definidos e cenários pré-renderizados, com os itens interativos modelados a parte, com a diferença de que tudo é melhor que no seu antecessor. Os cenários estão com texturas melhores, além de uma iluminação mais convincente e realista. Diferentemente do game anterior, os itens interativos não mais se destacam negativamente no cenário, pelo contrário, casam bem com o mesmo e o destaque fica por um brilho maior ou formato diferenciado, para que o jogador saiba que pode interagir com eles, além de terem uma modelagem muito melhor.

A música de Resident Evil 2 foi composta por Masami Ueda, Shusaku Uchiyama e Syun Nishigaki. As faixas foram feitas para transmitir “desespero” como tema subjacente. Em seu papel como compositor principal, Ueda forneceu os temas, enquanto Uchiyama foi responsável pela música de horror usada para as cenas de investigação e cutscenes. Vários estilos musicais, que vão desde músicas de horror ambientes até peças industriais, são usados para representar os diferentes ambientes do jogo. Por exemplo, as ruas de Raccoon City são enfatizadas com música à base de percussão militarista, enquanto o departamento de polícia apresenta sequências de piano ameaçadoras.

Resident Evil 2 honra a franquia e mostra o que é uma verdadeira sequência, com boa história e enredo, ambientação de primeira, gráficos e jogabilidade melhoradas e uma trilha sonora excelente, evoluindo em praticamente todos aspectos com relação ao jogo anterior, além de presentear os fãs da série com uma ótima seleção de personagens carismáticos, que foram lembrados durante os anos com aparições no futuro da franquia.

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