Sábado passado adquiri a trilogia remasterizada da série Crash Bandicoot. Estava seguindo a hype do jogo desde o anúncio, e com a alta receptividade do público em relação ao mesmo, pensei que valia a pena o investimento. Vale ressaltar que eu, pessoalmente, tinha jogado apenas o primeiro e o terceiro jogo da série anteriormente, e possuía lembranças “felizes” dos jogos. Após juntar alguns amigos em casa, iniciamos o primeiro jogo e nos surpreendemos com os gráficos extremamente polidos, e também com a jogabilidade confusa.

Com controles pouco responsivos, câmera mal posicionada e uma curva de aprendizado nada coesa, acabei ficando consideravelmente estressado com os jogos, e isso destruiu grande parte da “nostalgia” do jogo.

Parte de mim acredita que a dificuldade elevada de Crash, por exemplo, se dava a tentar proporcionar uma longevidade maior aos jogos, mas o principal problema foi o método com o qual empregaram este fator. Logo no começo do primeiro jogo é apresentado um nível temático de fortaleza na floresta. Com três ou quatro andares, o jogador deve passar por plataformas posicionadas de maneira nada intuitiva e repletas de inimigos, em um cenário 2.5D mal construído. Após mais de 10 restarts, somando mais de 50 vidas, conseguimos passar desta fase. E sinceramente, não a recomendo para ninguém.

Por conta disso, lembro de um aspecto importante destes jogos clássicos. O mesmo aconteceria caso tentasse reviver a emoção de jogar Mario 64, o primeiro Tomb Raider ou até Banjo Kazooie. São jogos muito importantes, que trouxeram ótimos conceitos para a época na qual foram lançados, mas por estarmos acostumados com jogos melhores, tecnicamente falando, criamos falsas-lembranças de momentos nos quais éramos facilmente impressionáveis com o “polimento” dos jogos. Além disso, vale ressaltar que parte das lembranças envolvem mais do que apenas “jogar os jogos”. Eu, por exemplo, jogava com meu irmão, que sempre representou o melhor amigo que eu poderia possuir.

crash 4.jpg

Acho legal reforçar que a nostalgia é um sentimento muito curioso. Por conta de não podermos reviver fisicamente as memórias do passado, criamos um cenário no qual tudo é perfeito. E assim funcionam diversos aspectos da vida, tanto em momentos felizes quanto impactantes. Uma mudança de cidade, um término de relacionamento ou a perda de um amigo são situações pelas quais sofremos momentaneamente, mas, com o passar do tempo, todos estaremos rindo do perrengue pelos quais passamos, com memórias felizes da nossa jornada.

Este parágrafo anterior significa muito para mim, pois passei por momentos de melancolia nos últimos anos, e sinto que, assim como eu gostaria de me sentir relacionado com alguém naquelas ocasiões, acredito que possa proporcionar um apoio a todos que leem aos meus textos e passam por períodos difíceis. Agradeço por sua leitura, e até semana que vem!

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