Como ainda é o segundo capítulo deste quadro, estou tentando encontrar um formato e um tema a ser seguido. Por conta disso, pensei bastante sobre o que mais poderia comentar neste espaço, e me veio à cabeça um dos meus jogos favoritos de todos os tempos: The Legend of Zelda: Majora’s Mask.

Muitos consideram Ocarina of Time o melhor jogo da franquia Zelda. Com o lançamento de Breath of the Wild, devo admitir que alterei a posição de primeiro lugar, mas meu amor continua forte pela iteração mais macabra da série.

majoras mask 2

Com elementos de viagem no tempo ao melhor estilo “dia da marmota”, Majora’s Mask se passa logo após os eventos de Ocarina of Time, colocando os jogadores na árdua tarefa de salvar o mundo do colapso de uma lua. O que faz o jogo tão interessante é exatamente essa mudança na série. Não há uma princesa para ser salva, e nem um demônio no formato de javali a ser derrotado.

Um dos principais pontos altos se dá por conta de o jogo permitir voltar no tempo. Como a história acontece em um período de três dias, é muito interessante acompanhar os cidadãos transitando de um estado de calmaria ao desespero total conforme os dias percorrem. Ainda, graças às diversas histórias paralelas que estão espalhadas pelo mundo do jogo, é ainda mais tocante participar destes últimos momentos de cada personagem.

majoras mask 3

Mas a principal função deste texto é apresentar o meu ponto de vista em relação ao jogo. Meu passado com a série Zelda, como comentado no texto anterior, parte do Nintendo 64, quando ainda era criança. Eu costumava alugar o jogo Ocarina of Time, por conta de seu mundo vasto e visual magnífico. Mas em uma das vezes acabei pegando este outro jogo que também faz parte da franquia, mas que contava com uma imagem de máscara na capa. Após inserir o cartucho e ligar o jogo, me deparei com um visual e trilha sonora mais sombrios, uma lua aterrorizante e um personagem possuído por uma máscara do mal. Também, no final do terceiro dia, a lua caía e todos morriam.

Para uma criança de uns cinco ou seis anos, essa experiência foi muito marcante. Após isso, preferi desistir deste jogo em particular, e esquecer da existência do mesmo. Conforme fui crescendo, continuei a jogar alguns dos jogos da franquia, passando brevemente por Minish Cap, Phantom Hourglass, Wind Waker, Twilight Princess e Skyward Sword. Nunca fui uma daquelas pessoas que gostavam de filmes ou jogos de terror, mas com o passar dos anos me interessei um pouco pelo gênero e pulei de cabeça no mesmo, pois achava interessantes as maneiras nas quais era possível desenvolver um clima no qual o espectador conseguisse imergir e se relacionar com os personagens, de forma que o medo deles fosse também representado àqueles que os assistem.

majoras mask 4

Com o lançamento de Ocarina of Time 3D, completei pela primeira vez a história de um dos jogos da série, e com uma experiência muito maior em videogames e jogos de terror, aguardei o meu momento de vingança ao tão assustador Majora’s Mask. Em 2015 finalmente anunciaram a remasterização do mesmo, e aí vi uma oportunidade para completar o jogo com vontade. E assim o fiz. Como dito nos parágrafos iniciais, o jogo conta com uma temática de certa maneira mais adulta do que os outros jogos da série (talvez seja possível creditar Twilight Princess e Breath of the Wild por proporcionar umas perspectivas também mais “sérias”), e assim como o jogo que o antecedeu, Ocarina of Time, acredito que foi possível revolucionar a franquia, mostrando que era possível dar um tom mais sério de maneira que agradasse os fãs.

Até hoje, apesar de estar acostumado com jogos de terror, lembro com certo receio daquela lua maldita (qual o sentido de colocar um rosto em uma lua?) e a bizarra máscara de Majora, que em conjunto com a risada do Skull Kid, aterrorizaram parte de minha infância. E sei que muitos também possuem experiências macabras com este jogo da série, também ressaltando os creepy pastas e diversas “lendas urbanas” que se originaram com este capítulo assustador da franquia Zelda. Compartilhe suas experiências abaixo! Agradeço pela leitura e até a próxima!

 

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