Aproveitando que o jogo “Amnesia Collection” está gratuito para os assinantes da Playstation Plus desse mês de Outubro, estou trazendo para vocês o review de ambos os jogos. Se tiver interesse em ler o review de “Amnesia: The Dark Descent”, clique aqui.

“Amnesia: A Machine for Pigs” é o segundo jogo da série Amnesia, dessa vez desenvolvido pela empresa The Chinese Room e publicado pela Frictional Games, sendo esta última a desenvolvedora apenas do primeiro jogo. O jogo foi lançado para Microsoft Windows, OS X, Linux em 10 de Setembro de 2013, e para o Playstation 4 em 22 de Novembro de 2016.

A escolha da nova equipe, The Chinese Room resultou em um jogo bem diferente do primeiro, embora igualmente assustador. Em “A Machine for Pigs” percebemos que os desenvolvedores optaram por um título mais linear, e puzzles sendo substituídos por eventos pré-determinados e mais cinemáticos.

O protagonista do jogo é um inventor britânico chamado Oswald Mandus, que acorda durante uma noite sem memória de nada que ocorreu nos últimos seis meses. Ele está completamente sozinho em sua gigantesca mansão londrina, sem nenhum sinal de sua esposa ou de seus filhos gêmeos. Conforme ele explora a sua casa e os seus arredores, fica claro que algo de muito errado está acontecendo.

Uma coisa interessante é que ele mantém um diário consigo, aonde descreve as ações que acaba de tomar. Isso ajuda o jogador a compreender melhor o que está passando pela cabeça de Oswald naquele momento.

Sobre as mecânicas, é complicado entender o raciocínio por trás de tirar um monte de recursos que fizeram do original uma experiência única, embora ligeiramente complicada. Eliminaram o inventário de itens e gerenciamento de recursos, substituído por uma nova ênfase na exploração dos cenários. Sua lanterna confiável não exige mais um suprimento constante de óleo, embora acende-la ainda atrairá inimigos. Também não há mais o medidor de sanidade, que foi um dos elementos mais memoráveis ​​do primeiro Amnesia.

Os sons como um todo são um dos aspectos mais geniais do jogo, isso ocorre pela necessidade de muitas vezes ter que apagar a lanterna e caminhar em um breu completo para evitar que as criaturas te vejam. Desta maneira é vital parar, escutar os passos e os grunhidos dos monstros para saber se você está em uma área segura.

O jogo conta com criaturas terríveis, que representam na prática todo o medo que você está sentindo. Infelizmente, não é difícil evitá-las e, devido a alguns problemas esporádicos do jogo, por vezes elas sequer matam o protagonista. Mas a sensação que fica é que esses monstros são mais aterrorizantes quando estão espreitando o personagem do que quando realmente aparecem. O medo pela expectativa é comum no gênero, mas o fato de que na prática elas não correspondem tanto à ameaça que prometem acaba quebrando um pouco o clima.

Factory_09Para todos os efeitos, “A Machine for Pigs” é menos desafiador que “The Dark Descent”. Porém, a ausência de certos recursos do original não torna este jogo necessariamente pior. Eles são sacrificados para dar espaço a dois outros elementos: a história e o ritmo de jogo que, junto com a ambientação e a trilha sonora, são os grandes triunfos deste Amnesia.

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