Resident Evil 7: Biohazard, conhecido no Japão como Biohazard 7: Resident Evil, é um jogo do gênero survival horror produzido pela Capcom e lançado em 24 de janeiro de 2017 para Microsoft Windows, PlayStation 4 e Xbox One, com a versão de PlayStation 4 tendo suporte completo para PlayStation VR já no seu lançamento.

Resident Evil 7 é uma sequência direta do 6, passando-se no mesmo universo já construído por todos os outros jogos da série. No entanto, o protagonista e os antagonistas (a família Baker) são uma novidade. Você controla Ethan Winters, um homem que está em busca de Mia, sua esposa desaparecida. Seguindo pistas, ele acaba encontrando a retirada casa da família Baker, onde o jogo de fato começa.

Quando o jogo foi apresentado ao mundo, muito se falou sobre a visão em primeira pessoa. Entretanto, já na primeira demonstração jogável, era possível notar que essa mudança foi feita justamente para que fosse possível entregar aquilo que ele promete: um clima de suspense a todo momento. Em outras palavras, dificilmente o jogo seria tão apavorante e assustador se mantivesse a perspectiva em terceira pessoa.

Essa visão também se mantém como uma excelente opção para o sistema de combate do jogo. Em primeira pessoa, fica mais fácil mirar em certos pontos de seus inimigos ou até mesmo golpear de uma forma mais precisa. Entretanto, fugir de seus oponentes é mais caótico, pois é preciso procurar para onde correr sem deixar de se preocupar com o que vem atrás de você.

Procurar e encontrar itens também fica mais fácil com a nova perspectiva em primeira pessoa. Vale lembrar que o jogo conta com alguns colecionáveis, que ficam tão bem escondidos que, em muitos casos, será preciso olhar tanto para cima quanto para baixo até encontra-los.

A decisão por trás da visão em primeira pessoa também se dá ao fato da inclusão da compatibilidade com a realidade virtual. No Playstation VR, a imersão é realmente algo fantástico, o que se leva a acreditar que o jogo foi construído totalmente com foco nisso.

Sobre o enredo, muitos dos detalhes da história estão em arquivos espalhados pelo jogo, como em todo Resident Evil. Ainda assim, não há complexidade aqui, e o jogador consegue imaginar a explicação de tudo antes mesmo das revelações. Além disso, há um começo, meio e fim. A história de Ethan é totalmente contada aqui e as DLC’s do jogo servem de incremento a outros personagens, não sendo uma obrigação para se compreender o contexto geral das coisas.

O gameplay é funcional. A movimentação do protagonista é um pouco lenta, mas logo o jogador se acostuma com isso. As batalhas contra os chefes são todas memoráveis e muito criativas. Os monstros conhecidos como Mofados são basicamente os inimigos mais comuns do jogo. Há também insetos em determinadas partes, assim como diferentes formas dos Mofados. Mas não espere muita variação nesse aspecto. O destaque fica por conta da própria família Baker.

Outro elemento da série que se manteve é o manuseio de itens nos baús, permitindo um estoque de itens que podem ser recuperados em qualquer outro baú do jogo. Há também a possibilidade de criar itens consumíveis, como munição da pistola ou primeiros socorros (juntando fluido químico com pólvora ou fluido químico com erva, respectivamente). A munição, inclusive, possui uma categoria de aprimoramento, oferecendo tiros com maior dano.

O jogo inteiro provoca medo e terror. Os desenvolvedores acertaram em cheio na tensão provocada no jogador, pois mesmo quando ele achar que está tranquilo por contar com várias armas em seu arsenal, ainda haverá surpresas para fazê-lo perder sua confiança. Outro quesito que ajuda nisso, é a violência extrema mostrada fundida com os gráficos maravilhosos. Toda ambientação do jogo e efeitos sonoros foram muito bem projetados para fazer o jogador se sentir vulnerável o tempo todo, inclusive em locais teoricamente seguros. Existe medo até enquanto se olha os itens do baú, pois a sensação de que alguém irá entrar naquele cômodo é constante.

Resident Evil 7 é uma experiência obrigatória para os fãs da série, sejam aqueles que conheceram a franquia em seus primórdios ou enquanto o foco era mais voltado para a ação. Ainda que o novo título não seja frenético como seus três últimos antecessores, não há tédio aqui, mostrando ao mundo que é possível dar uma cara totalmente nova para franquias consagradas. O jogo faz com que você encare seus medos da forma mais desafiadora possível, em cenários claustrofóbicos e pouco iluminados, regados com uma boa dose de horror e suspense, cujo visual perfeito ajuda a recriar todo o clima apavorante.

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