Don’t Knock Twice é um jogo de terror em primeira pessoa altamente imersivo baseado em uma lenda urbana psicologicamente aterrorizante. Desenvolvido e publicado pela Wales Interactive, o jogo é compatível com as plataformas de realidade virtual PlayStation VR, HTC Vive e Oculus Rift. Foi lançado em todo o mundo em setembro de 2017. Uma versão para a Nintendo Switch foi lançada em outubro de 2017.

A trama em Don’t Knock Twice acompanha a reaproximação de uma mãe, Jess, com sua filha adolescente, Chloe. A garota foi abandonada pela mãe quando pequena, por motivos que são explicados no jogo. Após vários anos e uma árdua batalha judicial, Jess consegue de volta a guarda da filha, mas Chloe cresceu revoltada e odeia a mãe, que é algo que ela faz questão de lembrar frequentemente durante o jogo por meio de mensagens no celular.

O jogo tem início pouco tempo depois da chegada de Chloe à mansão. Durante uma noite chuvosa, a mansão em que vivem fica sem energia e fenômenos paranormais começam a acontecer. Mãe e filha são separadas e a jornada da protagonista Jess resume-se a encontrar e salvar sua filha do mal que ronda a residência.

Os efeitos sonoros como relâmpagos, portas batendo, sussurros e gritos preenchem a atmosfera sinistra dos ambientes. Don’t Knock Twice é uma experiência intimidante, que causa arrepios ao jogador de maneira ocasionalmente bem executada. No entanto, o material sobrenatural é um clichê: um pentagrama no porão, uma bola de criança caindo por um conjunto de escadas, uma figura desconhecida em uma janela no andar de cima. Todo o jogo gera uma sensação de “já vi isso em outro lugar”, e acaba em cerca de três horas ou mais, dependendo de cada jogador e o tempo que ele pode levar para resolver os puzzles.

Naturalmente, o VR ajuda instantaneamente com a imersão, mas a mobilidade feita por teletransporte de curto alcance é certamente um tiro no próprio pé e a desenvolvedora ainda não lançou update que permita a caminhada de forma livre. Durante a exploração, é possível interagir com grande parte dos objetos da mansão. Muitos servem somente como distração, com os mais importantes brilhando para chamar a atenção do jogador. Desse modo, o jogo tem uma dificuldade bem baixa e quebra-cabeças bem simples. Para dar um pouco de variedade, em certos momentos é possível usar armas como um machado.

Don’t Knock Twice é um jogo totalmente linear. A mansão é enorme, cheia de corredores e quartos. No entanto, portas são abertas ou trancadas propositalmente (devido a entidade maligna do local), fazendo com que o jogador siga uma rota bem específica para terminar o jogo.

O relacionamento entre mãe e filha, ou pelo menos em Jess, foi extremamente mal desenvolvido a ponto de não se criar qualquer empatia pelas personagens, fora o fato da protagonista nunca dizer uma palavra sequer durante todo o jogo. Outro fator que desmerece um pouco o interesse pela história, é que maior parte dela se dá através de documentos e papéis espalhados pela mansão, e em poucos momentos do jogo me senti tentado em lê-los até o fim.

Don’t Knock Twice possui um final inesperado e com boas doses de susto, apesar da história clichê e pouco envolvente. Embora possa ser aproveitado de maneira tradicional, jogar no PSVR é muito mais recomendado, tanto pelos momentos de tensão quanto pela interatividade mais intuitiva com o ambiente, que acaba por dar um toque mais realista ao jogo.

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