Lançado no dia 22 de janeiro de 2018, The Red Strings Club, desenvolvido pela Deconstructeam e publicado pela Devolver Digital, se passa em um futuro cyberpunk. Ele coloca o jogador na pele de Donovan, o misterioso proprietário e barman do clube cujo nome é título do jogo, que também trabalha como um corretor de informações e também prepara drinks para “mexer” com os sentimentos de seus clientes a fim de recolher informações para suas investigações, juntamente ao seu amigo rebelde, o hacker Brandeis.

Donovan deve coletar informações de outros personagens a respeito da Supercontinent, uma empresa que fabrica androides e também implantes capazes de resolver questões emocionais como depressão, tristeza, ansiedade e medo. O jogo nos apresenta uma série de personagens que são prejudicados e aterrorizados por suas próprias falhas. E assim eles instalam modificadores de comportamento tecnológico em seus corpos.

Quando a androide Akara aparece ferida no clube, Brandeis descobre através dela que a corporação Supercontinent “sumiu” com um de seus associados quando este descobriu informações bastante chocantes sobre um programa que eliminaria o estilo de depressão e xenofobia das pessoas. Ele e Donovan então se propuseram a descobrir o que está acontecendo com a corporação, o que acaba levando-os a algumas reviravoltas bastante pesadas e a tentativa eventual de retirada do projeto da empresa.

Apesar dos controles bem básicos do jogo, The Red Strings Club floresce conceitualmente com temas fascinantes, personagens bem escritos e abordagens únicas para a jogabilidade. É interessante a mecânica de servir drinks de modo a explorar as emoções dos personagens.

O jogo volta ao estilo visual clássico de arte pixelada, mas sem esquecer que o público da era dos jogos pixelados agora já é adulto. Enquanto as empresas de jogos AAA frequentemente lançam jogos visualmente maravilhosos, mas com conteúdo menos maduro, The Red Strings Club está totalmente imerso no oposto, com seus gráficos simples de estilo visual retrô, uma trilha e ambientação sonora impecáveis, e narrativa forte e inteligente.

Ver a maneira como suas decisões afetam outras partes do jogo, acrescenta uma sensação de peso a cada cena. Durante importantes acertos narrativos, os pontos em uma matriz são preenchidos. Uma escolha leva à outra, e logo o jogador se vê imerso em uma rede emaranhada de drama interpessoal, precisando utilizar de sua memória para não cometer erros em futuros interrogatórios. Saber ser um bom investigador lhe dará mais pontos e o jogo lhe recompensa muito bem.

Se você tem algum interesse em filosofia ética em geral, então veio ao lugar certo. The Red Strings Club ainda poderá lhe ajudar a saber o que dizer na próxima vez que alguém lhe perguntar sobre a natureza dos sentimentos humanos.


PRÓS

+ Enredo complexo e inteligente

+ Visual retrô extremamente caprichado

+ Faz o jogador pensar e filosofar sobre moral e ética

+ Histórias sem pontas soltas

+ Personagens envolventes

+ Diversas mecânicas e ações diferentes a se fazer

+ Controles simples


CONTRAS

– Desenvolvimento de melhorias por Akara acontece só uma vez no jogo

– Alguns diálogos podem ser um tanto massantes em alguns momentos

 


NOTAL FINAL: 9,7

 

Jogo analisado com o código fornecido pela Devolver Digital.

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