Izombie3Criada por Chris Roberson e Michael Alfred, com lançamento em 2010, iZombie é uma HQ descompromissa, e mesmo sob o pesado selo Vertigo, é uma história que diverte.

O primeiro compilado da série apresenta seus cinco primeiros números, mais uma edição extra publicada dentro de um especial da Vertigo para apresentar os personagens. A trama alinha em uma mesma narrativa diversos personagens do universo de terror como fantasmas, vampiros, zumbis e uma organização responsável por caçá-los durante séculos.

Izombie2A história acompanha a outrora adolescente Gwendolyn “Gwen” Dylan, qual revela aos leitores ter se transformado em zumbi. O conto é narrado pela personagem principal, que apresenta seus amigos, tanto monstros quanto ex-colegas humanos.

Gwen trabalha como coveira e consegue se passar por “viva”, mas para isso precisa se alimentar de cérebros pelo menos uma vez ao mês, o que evita que ela perca o controle, e dita certo ponto da história. Como seu trabalho lhe permite cuidar de cadáveres, não há necessidade que ela se torne uma assassina, tendo apenas que retirar o cérebro dos já mortos para se alimentar, porém um dos efeitos colaterais é que a protagonista retém parte das memórias ali contidas.

Izombie5Alguns de seus amigos sabem o segredo da protagonista, eles são Ellie, uma fantasma que só é vista se assim quiser e Scott (ou como ela gosta de chama-lo “Spot”) um transmorfo animal.

A história se torna mais didática do que narrativa ao desenvolver o universo que ali será inserido e baseando-se somente na leitura, não é possível saber se é paródica ou não, mas é preponderantemente mais suave do que as narrativas maduras popularizadas pela Vertigo. Os personagens são inseridos em uma rotina normal como se não fossem monstruosos, um recurso interessante para fugir do estereótipo de personagens trágicos.

Izombie4Mesmo com um roteiro não inédito, a sua composição apoiada em uma tradição de narrativas de referência se faz bem-sucedida. Com o tema “Zumbi” tendo se tornado recorrente, é de se imaginar que a história já chegue “gasta”, mas na verdade ela é revitalizante, e um dos fatores para isso é que não se trata de um conto de terror, já que o tom está na relação entre os personagens, ainda que conte com assassinatos e ocorrências sinistras.

IZombi faz merecer sua atenção, e ainda conta com uma versão televisiva de sucesso relativo. Se você gosta do tema, e ainda tem apreço por filmes como “Zumbilândia” e “Como sobreviver a um ataque zumbi, quais tratam o tema de forma mais leve, este quadrinho é para você.

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