Assassin’s Creed: Odyssey é o décimo primeiro título principal da franquia, desenvolvido pela Ubisoft Quebec e publicado pela Ubisoft, lançado para PC, Xbox One e PS4 no dia 5 de outubro de 2018.

O jogo se passa em 431 A.C, durante a Guerra do Peloponeso que foi disputada entre Atenas e Esparta. Logo de cara já é possível escolher o sexo do seu personagem: Alexios ou Kassandra.

Ainda no tutorial do jogo, nos é apresentada a Batalha de Termópilas, conduzida pelo Rei Leônidas de Esparta contra o Rei Xerxes da Pérsia. O jogo em si começa com o personagem principal em sua casa, na Ilha de Cefalônia, quando recebe dois lacaios do Ciclope, um mandachuva da região.

A exploração conta com Ikaros, uma águia que dizem ser enviada pelo próprio Zeus. A águia pode analisar e marcar tesouros, inimigos e outros colecionáveis.

No combate temos três estilos: Caçador, Guerreiro e Assassino. O jogador também pode escolher se especializar em apenas um ou em um pouco de cada estilo.

– Caçador: Este estilo usa como arma principal o arco, o domínio da árvore de habilidades de caça, que pode conceder muita vantagem em combates à distância.

– Combate: É baseado em armas brancas, sejam adagas, bastões, espadas, machados, etc. O domínio da árvore de habilidades desse estilo pode conceder muita vantagem à combates corpo a corpo.

– Assassino: Baseia-se na mecânica de furtividade. O domínio da árvore de habilidades de assassinato concede vantagem na habilidade de matar sem ser detectado.

Obter recursos e ouro, vasculhando baús e caixas por vilas, fortes e cidades está mais complicado agora. Não que haja algum impedimento em saquear as riquezas das residências ou lojas alheias, mas se alguém te pegar roubando algum item, você terá problemas com a guarda local e terá seu nível de procurado aumentado.

Agora existe um sistema de mercenários. Quando o jogador comete atos ilegais, uma recompensa será colocada por sua cabeça e mercenários pelo mundo tentarão lucrar com isso. Ao matar um mercenário, outro irá substituí-lo e o jogador aumentará sua pontuação no ranking, porém se o jogador for morto por um mercenário, ele cairá no ranking.

Um diferencial desse jogo é poder escolher inicialmente entre dois estilos de jogo: modo exploração e modo guiado. No modo exploração, recomendado pelos desenvolvedores para uma melhor experiência, o jogador terá que descobrir regiões, pessoas, objetivos e missões por conta própria. O máximo de auxílio geográfico que terá são algumas orientações do tipo: a vila fica a oeste de um lago profundo, próximo a estátua de Zeus, por exemplo. Com isso, é você que precisa seguir as pistas para encontrar o que ou quem precisar. Já o modo guiado é a forma tradicional de se jogar Assassin’s Creed, com todas as marcações de missões e objetivos no mapa e na tela do jogo.

Por conta do jogo se passar durante a Guerra do Peloponeso, tem-se a opção de lutar em batalhas por Atenas ou por Esparta, com recompensas épicas ao final delas. Batalhas navais pesam um pouco mais em Assassin’s Creed Odyssey, considerando a região do mapa em que se encontra, por exemplo, na Ilha de Cefalônia os inimigos são de nível 2 a 5, comparando com a Ilha de Lemnos, que tem inimigos de nível 42 a 48. E não se esqueça: piratas sempre tentarão atacar seu navio. A movimentação do barco é muito simples e fluida. A adaptação não leva muito tempo e logo você aprende as melhores posições para disparar flechas padrão e flechas de fogo, entende como encontrar pontos fracos no barco adversário e passa a ter coragem para enfrentar mais embarcações ao mesmo tempo.

Uma mecânica adicionada que fez grande diferença são as escolhas nos diálogos ou o modo de lidar com um NPC, fazendo suas escolhas de fato importarem no desenvolvimento do jogo. Dialogar com Sócrates em Atenas, ouvir às observações de Heródoto enquanto passeava por entre as ilhas e conhecer o próprio Pythagoras só não foi tão divertido quanto me tornar amigo do próprio Leonardo Da Vinci em Assassin’s Creed II.

Por ser um RPG de ação de mundo aberto, há muito aqui a se explorar e vislumbrar. Algumas missões secundárias podem ser bastante repetitivas, porém obrigatórias dependendo do nível da missão principal. Para jogadores com preferência por RPG’s, certamente esse jogo terá seu diferencial, mas para quem gostava do estilo clássico da franquia Assassin’s Creed, ficará talvez um pouco desapontado.


Prós

+ Animações e gráficos impecáveis.

+ Novas mecânicas de RPG são o maior diferencial do jogo.

+ Trabalho competente com a trilha sonora.

+ História envolvente.

+ Batalhas navais melhoradas.

+ Escolha do sexo do protagonista.


Contras

– Algumas missões secundárias enjoam por serem repetitivas demais.

– Loadings bem demorados.

– Diversos bugs e glitches.


NOTA FINAL: 8.8 / 10.0

Analisado no Playstation 4 por Caio L. Santana

com código de jogo fornecido pela Ubisoft.

 

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