Onimusha: Warlords é um jogo de ação e aventura hack and slash produzido pela Capcom para o PlayStation 2, lançado originalmente em 2001. Foi relançado como Genma Onimusha para Xbox em 2002. Posteriormente, em 2005, a sua versão original foi portada para Microsoft Windows e vendida nos territórios da Ásia e Rússia. A versão remasterizada foi lançada para o PlayStation 4, Xbox One, Microsoft Windows e Nintendo Switch no dia 15 de janeiro de 2019.

Você joga como Samanosuke Akechi, um samurai sem mestre dedicado a destruir um grupo de demônios que raptaram uma princesa. Para ajudá-lo sua busca, um grupo de ogros lhe deu uma luva mágica que devora as almas das criaturas que ele mata, fornecendo-lhe poderes especiais. O jogo também traz figuras que moldaram a história do Japão, como Nobunaga Oda, recontando suas histórias com elementos sobrenaturais da cultura oriental.

A história e a maneira como é contada são talvez os elos mais fracos de Onimusha. A premissa é clichê pelo padrão japonês, o diálogo é mal traduzido ou mal escrito desde o início, e o trabalho de voz por trás das cenas do jogo não combina com os movimentos dos lábios dos personagens. O resultado não inspira tantas risadas quanto alguns jogos de sua época, mas é muito decepcionante, considerando que trata-se de uma versão retrabalhada para rodar na nova geração de jogos e nada nesse quesito foi refeito.

Considerando o padrão gráfico dos jogos de Playstation 2, Onimusha certamente é notável. Ele tem os mais variados e impressionantes cenários renderizados já vistos em qualquer jogo até hoje, além das sequências em CG que contam a história de maneira ainda mais interessante. Os personagens foram desenhados com grande estilo, numerosos efeitos gráficos complementam o jogo também, como inimigos explodindo em fumaça sangrenta quando eliminados, ou o brilho verde que trilha dos olhos dos monstros ninjas quando correm. Não espere gráficos totalmente refeitos. Nesta remasterização, os gráficos podem não ser tanto uma conquista geral, mas certamente não há o que reclamar da fiel retexturização para HD (alta definição).

Além disso, essa versão remasterizada também traz um sistema de conquistas dentro do jogo, e a dificuldade “Fácil” liberada desde o início. Este, no entanto, possui a mesma câmera básica e fixa que qualquer jogo de Resident Evil do primeiro Playstation, embora ela esteja sintonizada com o estilo mais orientado para a ação do jogo. Os ângulos da câmera estão posicionados tão bem que os inimigos raramente bloqueiam a visão do seu personagem.

Agora é possível controlar Samanosuke pelo direcional analógico, em um esquema parecido com o remake de Resident Evil. Essa foi uma mudança bastante útil, já que o controle do personagem fica mais ágil e é então capaz de desviar dos ataques dos inimigos com uma maior facilidade. Os controles são muito responsivos, e seu personagem tem como alvo o inimigo mais próximo automaticamente. As batalhas são muito rápidas e decisivas por causa disso. Seus controles são compostos de ataque, ataque especial, chute e bloqueio. Alguns dos ataques dos monstros maiores não podem ser bloqueados, mas eles se movem devagar o suficiente para que você possa evitá-los se for cauteloso. Se conseguir derrubar um inimigo, você pode dar um golpe final que o mata muito mais rápido que o normal, embora isso o deixe momentaneamente indefeso. Novos inimigos freqüentemente continuarão a aparecer várias vezes antes que um recinto possa ser considerado “limpo” de ameaças, no entanto, isso não torna o jogo repetitivo ou cansativo.

Quando um inimigo morre, ele emite um dos três tipos de energia da alma que você pode reunir e processar. A energia da alma amarela restaura a sua saúde, o azul recarrega o seu medidor de magia (que você usa para ataques especiais) e o vermelho permite que você aprimore itens usando um espelho mágico (que duplica como pontos de salvamento). A ativação de uma de suas espadas aumentará o dano que ela causa, e o aprimoramento de uma esfera permitirá que ela destrua as proteções que trancam certas portas. Também é possível melhorar itens básicos como ervas e flechas para torná-los mais eficazes. Este sistema de energia da alma torna você menos dependente de ter que usar itens, já que você pode recarregar seu personagem através de meios alternativos. Existem até fontes mágicas que preenchem o seu medidor de magia e uma área chamada Dark Realm onde você pode obter itens especiais se você puder derrotar monstros suficientes. Entretanto, sempre é importante salvar seus itens especiais para lutas contra chefes, apesar de ser possível derrotar alguns deles sem usar nenhum item, com habilidade e bastante paciência.

Os quebra-cabeças em Onimusha são construídos para velocidade. Em um cenário, dois caminhos são apresentados. Um caminho tem uma porta que requer uma chave verde. O outro é um caminho que termina em uma sala contendo a chave verde. Isso pode soar muito simples – e talvez seja, um pouco – mas é muito reconfortante não ter que recuar constantemente nos cenários já passados.

O maior ponto fraco do jogo provavelmente é sua duração. Enquanto o ritmo acelerado e a falta de retrocesso proporcionam jogabilidade mais agradável, Onimusha: Warlords é um jogo que você pode completar em 5 ou 6 horas, ou em até menos de 3 horas caso já o conheça bem. Alguns extras divertidos abrem-se após a conclusão do jogo, aumentando o seu valor de replay, mas aqueles que costumavam jogá-lo com um personagem diferente, podem não achá-los suficientes.

Considerando o sucesso que fez deste jogo ser o primeiro para Playstation 2 a vender 1 milhão de cópias em todo o mundo, a Capcom poderia ter feito um remake completo, em vez do que se resume a uma remasterização ligeiramente aprimorada. Nem todo jogo envelhece igualmente bem, e Onimusha simplesmente parece velho, sendo mais como um aperitivo para outros jogos chegando em 2019 e uma viagem nostálgica para 2001.



Prós

+ História relativamente interessante.

+ Controles respondem com fluidez.

+ Mecânica de jogabilidade sólida desde o começo.

+ Boa variação de inimigos e chefes.

+ Ambientes bem detalhados e diversificados.

+ Quebra-cabeças divertidos.

+ Valor de replay através de conquistas e outros extras.



Contras

– Curta duração.

– Não houve melhorias na dublagem.

– Considerando o potencial da série Onimusha, este merecia ter sido completamente refeito para a geração gráfica atual.



NOTA FINAL: 9.0 / 10.0

Analisado pela Steam

com código de jogo fornecido pela Capcom.

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