Produzido pela 4A Games e distribuído pela Deep Silver, Metro: Exodus está disponível para Microsoft Windows, Playstation 4 e Xbox One. Focado em narrativa, o FPS com elementos de survival horror é o terceiro título da franquia Metro.

Dando continuidade aos eventos de Metro: Last Light (jogo) e Metro 2035 (livro), Metro: Exodus nos coloca novamente no papel de Artyom, que decide abandonar a “segurança” do Metrô em busca de um lar na superfície. Acompanhado por Anna, agora sua esposa, e seus colegas Espartanos, o protagonista viaja a bordo da locomotiva a vapor Aurora, que serve tanto como meio de transporte quanto quartel general. Inúmeras serão as adversidades enfrentadas pelo grupo de sobreviventes ao explorarem uma Rússia devastada pela guerra nuclear: fanáticos religiosos, canibais, batedores e, é claro, animais mutantes.

Embora a narrativa progrida de forma linear, cada região pode ser explorada livremente, com objetivos secundários a serem realizados, colecionáveis a serem encontrados e perigos a serem enfrentados. O game não possui mundo aberto, mas possui uma área considerável a ser explorada. Veículos, como barcos e carros, podem ser utilizados para ajudar na exploração.

Para sobreviver, você precisará cuidar da manutenção de seus equipamentos e coletar recursos para fabricação de itens. O jogo possui um sistema de crafting intuitivo e prático. Acesse rapidamente sua mochila para criar kits médicos, filtros para sua máscara de gás e facas de arremesso. O conserto da máscara, a limpeza das armas e a criação de munições é feito em bancadas de trabalho, encontradas em abrigos espalhados pela Mãe Rússia.

O arsenal é limitado, mas o jogo contorna o problema com o sistema de customização de armas – que de fato é muito bom. Em questão de segundos você altera completamente as configurações de suas armas, podendo instalar silenciadores, miras telescópicas e outros apetrechos. Mas armas de fogo não são seus únicos truques na manga. Você pode lidar com a maior parte dos confrontos utilizando uma abordagem furtiva, podendo optar por assassinar ou nocautear os inimigos por trás.

O jogo possui um sistema de moralidade, então pense duas vezes antes de sair passando a faca ou atirando em todo mundo. Ajudar sobreviventes e cumprir solicitações de seus companheiros aumentam a sua moral, enquanto matar inimigos rendidos ou pessoas inocentes resultam no efeito oposto. Embora afete principalmente o final, suas escolhas definem a forma como certos grupos lidam com você.

A inteligência artificial é limitada, mas não chega a ser ofensiva. Alguns bugs e glitches podem ser encontrados, como corpos que se fundem a objetos do cenário e balas que atravessam inimigos sem afetá-los, o que pode ser bastante frustrante durante um combate. Outro aspecto negativo são as telas de loading, que podem superar quatro minutos quando você viaja para uma nova região.

Os gráficos, embora não sejam os melhores da geração, são muito bonitos e competentes. Os efeitos de iluminação e partículas são bastante realistas, e ajudam a criar a atmosfera perfeita para o cenário pós-apocalíptico do jogo. Ao contrário dos outros jogos, Metro: Exodus oferece uma certa variedade de ambientes, internos e externos. Temos regiões pantanosas cobertas por neve, desertos, instalações abandonadas e outras mais.

O jogo peca no uso excessivo de motion blur. Todos os personagens e objetos, ao se moverem, deixam um rastro incômodo na tela, que pode persistir por alguns segundos. Além disso, quedas na taxa de quadros podem ocorrer quando há um grande número de informações simultâneas na tela.

CONCLUSÃO

Metro: Exodus é sem sombra de dúvidas uma excelente adição à franquia, mostrando que a 4A Games aprende com seus erros e valoriza seus acertos. Com narrativa envolvente, belos gráficos e gameplay variado, o jogo é recomendado tanto para fãs da série quanto para aqueles que nunca jogaram os títulos anteriores. A movimentação lenta e truncada do personagem e as telas loading que por vezes superam quatro minutos podem ser um problema para alguns jogadores, mas nada que atrapalhe o conjunto da obra.

Pontos positivos:

+ Ambientações variadas e muito bem construídas;

+ Sistema de crafting e customização de armas prático e intuitivo;

+ Jogabilidade variada que permite abordagens distintas durante conflitos.

Pontos negativos:

– Telas de loading extremamente longas;

Motion blur excessivo;

– Tiros atravessam os inimigos, podendo tornar o combate frustrante.

NOTA FINAL: 8,5/10

Em nome da Aliança Geek o autor da postagem agradece à Deep Silver pelo envio da versão de PS4 do jogo para review.

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