Criado por Leonardo Menchiari, após participar de manifestações pessoalmente, ele decidiu expressar sua visão através do Riot: Civil Unrest, que chega ao Nintendo Switch em Fevereiro/19.

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No jogo você participa de protestos, seja como parte da população, ou como a polícia, o que assim como na vida real, da margem a certas controvérsias, como um protesto pacifico ou instigador da violência. É interessante como o jogo te permite estar dos dois lados de um mesmo conflito.

Apesar da ideia política por trás do jogo, logo no início fica bem claro, que caso você queira saber mais sobre o evento em específico para poder criar uma opinião, será necessário pesquisar fora do jogo, já que apensar de tentar ser neutro, apresenta a perspectiva dos criadores. 

AS MECÂNICAS DE JOGO

Baseado em 16 níveis principais, que fazem parte de 4 campanhas (NoTAV, Keratea, Indignados e Primavera Árabe no Egito), mais 16 níveis desbloqueáveis, situados nos Estados Unidos, Venezuela e Brasil, além da promessa de um editor de níveis compartilhado com jogadores ao redor do mundo no futuro (Mario Maker feelings?!?!).

Os comandos são bem simples, utilizando o direcional e botões A,B,Y e X, você controla todas as ações da multidão ou polícia, desde sentar pacificamente em um local estratégico e chamar por apoio nas redes sociais, até arremessar bombas e gás. Com os botões R e L você seleciona os grupos e movimenta pelo analógico.

A dificuldade fica por conta das diversas seleções necessárias durante o jogo e pelo controle não tão calibrado do analógico ao selecionar onde arremessar os projéteis.

ASPECTOS TÉCNICOS

O jogo apresenta um visual retro 2D, embora o cenário seja 3D, o que proporciona iluminação e física entre ambiente/personagens mais realistas, ainda que em pixel. Por possuir uma interface que gira em torno de estratégia e planejamento, o jogador precisa se organizar para longo prazo ao invés de tomar decisões rápidas, mas por diversas vezes os controles parecem não ajudar muito, seja na falta de agilidade dos personagens, seja na dificuldade em organizar ações em massa,  na dificuldade em visualizar para onde você está mirando uma bomba, ou até mesmo em como seu chamado de apoio nas redes sociais impacta a multidão a seu favor.

Voltando ao cenário do jogo, todas as fases possuem o mesmo plano em comum, ou seja você visualiza o campo lateralmente e todas as batalhas resumem em um vai e vem, sendo da esquerda para direita, ou ao contrário dependendo da sua escolha política, manifestantes ou polícia.

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CONCLUSÃO

Uma ideia fantástica, principalmente neste momento político que estamos vivendo, porém o baixo orçamento pode ter sido a causa das falhas deste jogo.

Falta corpo para o jogo atrair o grande público. Talvez incluir história de cada manifestação e melhorias na visualização das ações de cada personagem sejam um primeiro passo para alavancar este jogo.


PONTOS POSITIVOS:

+ Brilhante ideia de um jogo com viés político

+ Possibilidade de jogar com os dois lados da história (manifestantes e polícia)

PONTOS NEGATIVOS:

– Pouca ou quase nenhuma profundidade histórica

– Jogabilidade travada (personagens lentos e ações em massa não existem)

– Definição do jogo em pixel impacta na qualidade da jogabilidade


NOTA FINAL: 5 / 10


Merge Games disponibilizou o jogo em sua versão digital para Nintendo Switch.

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