O VA-11 HALL-A, também conhecido como Valhalla para facilitar a leitura e digitação, resume todas as realidades pegajosas do bartending em algo chamado “Cyberpunk Bartender Action”, que consiste principalmente em falar e servir bebidas. Cyberpunk, sim. Bartending, sim. Ação? Definitivamente não. Valhalla é um jogo passivo de ouvir as aflições das pessoas enquanto elas bebem. Por mais que pareça, também não tem pegada Hentai.

O objetivo é simples: fazer bebidas, conversar com os clientes, ser pago, pagar suas contas e comprar coisas boas para que você possa voltar ao trabalho feliz o suficiente para fazer mais bebidas. Aí é só repetir incansavelmente este processo.

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O cenário do cyberpunk é mais interessante que o trabalho de bartending. Jogo se passa no futuro (ano 207X pra ser exato), em um lugar chamado Glitch City, Valhalla explora um mundo governado por uma ditadura habilitada por nanobot onde todos estão infectados com tecnologia que pode rastreá-los, controlá-los e matá-los.

Há também robôs, conhecidos como Lilim, que podem ser usados ​​tanto como máquinas militares quanto como sexbots.

O bartending é muito menos atraente, destilando uma arte bastante mágica e impressionante em cliques banais. Existem cinco ingredientes principais, e todos eles são tão científicos e confusos: Adelhyde, Extrato de Bronson, Delta em Pó, Flanerglide e Karmotrine, que você logo descobre ser o componente alcoólico.

Bartending é tratado como um quebra-cabeça: alguém pergunta, enigmaticamente, por uma bebida gelada, e você sabe encontrar algo “nas pedras”. Alguém pede algo grande e você dobra os ingredientes. Alguém pede algo amargo e você procura por “amargo” na lista de receitas. Lembrar os favoritos das pessoas também o ajudará a desvendar novos tópicos de conversas.

O jogo se torna monótono e mecânico logo no início. O jogo é reduzido ao que parece ser um interminável clique enquanto as conversas da barra se arrastam. Às vezes, essas conversas são interessantes e lhe dão uma visão do mundo corajoso e corrupto fora de suas portas, mas elas realmente se arrastam quando você precisa clicar a cada dois segundos.

O aspecto “bartending” também é pouco explicado para você, e se você acha que descobrir faz parte da diversão, se enganou. Demorei muito pra entender que a diferença entre as bebidas misturadas é só um pedaço de pixel, ou que o envelhecimento de uma bebida é apenas uma questão de clicar no relógio.

Os assuntos que os clientes trocam entre si, são basicamente sobre sexo e corrupção. Boa parte do tempo os assuntos são super pesados e nada envolventes, você não vê a hora do conversa acabar.

Durante os intervalos do seu “maravilhoso” serviço, você pode usar seu telefone e abrir um aplicativo por onde as pessoas falam  basicamente através de memes.

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Há um certo charme no realismo de tudo, personagens entram e saem de sua vida, e você não tem controle sobre o que acontece, ouvindo eles desabafando sobre suas vidas, pena que você pode fazer basicamente nada pra ajuda-las, o que lhe gera sentimento de inutilidade.

Talvez você encontre um foco na história e no diálogo calmante, e você anseia por uma narrativa de cyberpunk na qual você possa realmente entrar. Nesse caso, Valhalla pode arranhar essa coceira. No meu ponto de vista, Valhalla é um jogo muito seco e submisso que o fará clicar tanto que você poderá obter tendinite.

NOTA FINAL: 3/10

O VA-11 HALL-A é publicado pela Ysbyrd Games

 

 

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