Ancestors Legacy é um RTS mega estratégico desenvolvido pela Creative Destructions (mesma desenvolvedora de Hatred).

Ambientado em uma Europa Medieval, o jogo tem quatro campanhas interligadas entre Vikings, Anglo-Saxões, tribos germânicas e eslávicas, além de partidas muliplayer ou contra a IA. Você pode jogar com as quatro facções em três mapas para até seis jogadores.

Sobre sua estrutura, Ancestors Legacy oferece sistemas de construção de base (que são necessários para o avanço), e de deixa-las funcionando automaticamente. O jogador inicia com um vilarejo, onde pode construir edificações e coletar recursos. Para vencer, basta conquistar mais vilarejos do que seus adversários.

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Os vilarejos aqui são alvos de disputa e concedem Victory Points que você aplica durante os jogos. Cada vilarejo possui uma mina, uma madeireira e uma casa de caça. A diferença, no entanto, é que você não precisa conquistar o inimigo para impedi-los de usar os recursos, basta destruir as construções ao redor que impede a automatização dos vilarejos.

De forma geral, você não precisa “posicionar” as construções; adicione-as na lista de tarefas e elas serão construídas automaticamente se você possuir os recursos necessários. E eu sei que a ideia pode fazer você torcer o nariz de começo, mas calma, o game compensa em muitas outras áreas.

Ao remover esse “peso” do jogador, a Creative Destructions consegue então se focar em inúmeras variáveis que fazem com que o ato de batalhar pelo mapa receba um teor maior de táticas. Unidades podem ser escondidas em arbustos, podem sofrer com alteração do clima (chuva fará com que elas sejam menos eficazes em queimar construções), condições das superfícies e outras mecânicas menores que incluem buffs e debuffs causados pelo inimigo ou via edificações religiosas, que incluem “rezas” para aumento de movimentação pelo mapa, maior moral, entre outras opções.

Veja bem, cada unidade é terrivelmente valiosa e perder uma no começo de uma partida pode ser um desastre. Ao construir sobre uma temática de idade média, a Creative Destructions optou por fazer com que, ao entrarem em combate, as unidades tenham um “tempo de espera” antes de conseguirem se separar, sistema também implementado pela brilhante série Hegemony.

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Com o tempo percebi o seguinte defeito em Ancestors Legacy: a dependência dos confrontos iniciais. Cada facção tem pontos fortes e fracos. Os vikings, por exemplo, começam com lanceiros que são excelentes para escanear o mapa por possíveis ameaças devido a altíssima mobilidade (a melhor facção para o “early game”). Todavia, basta um jogador um pouco experiente pra perceber a fragilidade dos lanceiros e jogar em cima disto, e pronto! O jogo só libera a opção de recuar após um tempo, então em minutos o jogo se define.

A situação piora de ter que gastar alimentos para manter as tropas. basta acabar com os recursos de alimentícios do adversário no começo pra ele não conseguir manter suas tropas e nem recrutar mais, tática mais eficaz pra mim, até o momento. Não sou contra conceito, já tive esta experiência em outros recursos, a diferença é que o ritmo neste jogo é bem mais frenético que nos outros. Fica difícil gerenciar o posicionamento das tropas, buffs e debuffs e ainda por cima ficar checando se o pessoal está alimentado.

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Ancestors Legacy ganha uma forma muito mais prazerosa de se jogar com partidas 2vs2. Um jogador pode apoiar o outro no domínio de territórios, a perda de uma ou duas unidades não “dói” tanto nos recursos e até a própria estrutura do mapa é revista. Quando sabia que estava prestes a nevar, recuava as minhas unidades sem tanto receio, pois sabia que um outro jogador protegia o flanco. E ainda assim mantinha minhas tropas em alerta, pois mais unidades significavam novos pontos de atrito e novas dinâmicas para trocas de pontos de interesse.

O realismo é uma “faca de dois gumes”. Que tal usar tochas para aumentar a precisão durante a noite, mas correr o risco de ser encontrado pelo oponente? Mas veja bem, elas também garantirão que a destruição de edifícios ocorra mais rápido. Isso me atraiu bastante.

RESUMO

Ancestors Legacy me deixa empolgado comparado à outros jogos de estratégia que joguei. Certas decisões podem ser revertidas, ajustes podem ser feitos no custo de manutenção, e a jogabilidade já oferece uma base sólida para a construção de campanhas.


PONTOS POSITIVOS

+Ultra realismo

+Sistema de automatização

+Especificações de cada facção são bem balanceadas

+Jogo comporta até 6 jogadores

PONTOS NEGATIVOS

-Qualquer erro no começo é exageradamente crucial

-Conceito de “alimentar as tropas” não combina com o ritmo frenético do jogo


NOTA FINAL: 8/10

Jogo foi disponibilizado pra Steam pela Creative Destructions

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