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Octopath Traveler chegou aos PCs trazendo uma experiencial incrível para os amantes de JRPG, principalmente os fãs mais saudosos de jogos como Chrono Trigger, Final Fantasy, Breath of Fire e etc. O jogo, havia sido lançado como um exclusivo para o Nintendo Switch, e foi produzido pela Square-Enix. Ele traz toda aquela saudosa experiência dos já tradicionais e consagrados JRPGs dos anos 80 e 90, porém com gráficos, musicas, e sistema de batalhas que não deixam nada a desejar aos jogos mais atuais.

Enredo

Logo de cara você precisa escolher entre 8 personagens bem carismáticos, e com historias totalmente diferentes umas das outras para começar a sua jornada. Não tem um ponto de partida, mas sim 8, um para cada personagem. Algumas dessas historias são bem interessantes, outras são um pouco mais previsíveis e trazendo até alguns clichés, mas que, conforme vão se desenvolvendo e se entrelaçando umas nas outras, a historia se desenvolve, toma forma, e acaba se tornando mais interessante. Tudo se para nesse mundo de fantasia medieval aonde os personagens, mesmo que sem querer, acabam se encontrando e se juntando para viverem suas aventuras. Tem de tudo, desde um ladrão sem escrúpulos, que literalmente rouba por que gosta, até uma cleriga extremamente bondosa, e devota que decide seguir uma jornada para levar a chama dos Deuses para todas as Igrejas do mundo. Tem uma caçadora que decide ir atrás de seu mestre que está desaparecido, uma mercante que decide simplesmente sair para conhecer o mundo, e por ai vai (Para não dar mais spoilers). Os personagens e suas historias vão se misturando de forma pratica e rápida. O jogo é totalmente aberto, aonde você constrói o caminho da historia com quais personagens você ira recrutar, e quais historias deles que você quer desenvolver primeiro, o que proporciona um gameplay mais único para cara pessoa que for jogar de forma diferente, trazendo uma experiência interessante até mesmo para o fator replay.
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Gráficos

Acredito que a princípio esse é o fator que mais chama a atenção neste jogo. Ele mistura um cenário em 3d muito brilhante, cheio de efeitos de luz, e que as vezes até parece uma maquete, porém com o mesmo estilo de gráficos dos jogos de RPG dos anos 80 e 90, com os sprites todos pixelados e suas animações sempre simplistas. O sentimento de nostalgia está impregnado em cada nova cidade, pequena, ou grande com castelos medievais, cavernas, florestas encantadas, montanhas geladas. Tudo o que uma boa historia de um bom RPG clássico sempre teve a oferecer. Você se sente jogando novamente um jogo como Final Fantasy 6 ou Breath Of Fire 2. Talvez para os jogadores que nunca jogaram estes jogos antigos, os gráficos podem não agradar muito, pois eles parecem ter sido feitos mais para homenagear todo uma dezena de grandes clássicos, do que para ser algo mais realista. De qualquer forma, os gráficos não deixam de ser lindos, ainda que de maneira retrô.

Musicas

As músicas seguem no mesmo estilo de qualquer bom JRPG Classico, com trilhas épicas, para os momentos de aventura, trilhas sinistras para dungeons, e trilhas emocionantes nos momentos de superação. São boas canções, e se encaixam bem para cada situação, e cada personagem. Não chega a ser nada extremamente marcante, como algumas faixas dos Final Fantasys mais clássicos, que até hoje são relevantes na industria, mas são bem compostas e trazem a tona o que quer se passar no momento, ainda que algumas músicas até tenham certa semelhança com outras de outros JRPGs. O destaque fica para os diálogos, que em sua maior parte são dublados, sendo que os diálogos que fazem parte do desenvolvimento da historia em si, são 100% dublados, trazendo ainda mais realismo e individualidade para os personagens. Nas batalhas, as conversas, e efeitos sonoros das skills, e dos personagens atacando também ficaram muito bons.

Gameplay

O gameplay é tão simples quanto um JRPG classico pode ser. Você controla o personagem pelo mundo (que por sinal não possui um world map aberto como no caso do Final Fantasy, mas sim um mundo todo aberto, com transição direta entre uma cidade e uma floresta, ao estilo zelda mesmo), caminhando, abrindo baús, conversando com NPCs, comprando, vendendo, dormindo no INN, e tendo inúmeras e incontáveis batalhas aleatórias. O de sempre. A diferença fica mais para algumas habilidades individuais de alguns personagens, por exemplo o Ladrão pode tentar roubar itens de um NPC qualquer, a mercante pode tentar comprar itens de qualquer NPC, o Scholar pode conseguir informações do NPC que vão muito além daquelas que ele somente obteria conversando. Essa nova mecânica faz com que você queira sempre estar re-visitando áreas com diferentes personagens para explorar tudo o que aquele local tem a oferecer quando você controla personagens diferentes.
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Batalha

Como já era de se esperar, as batalhas são um show a parte. A Square-Enix sempre tenta inovar em jogos novos, e aqui, apesar de ser aquela batalha de turno clássica, eles adicionaram um sistema de Battle Points, que torna a batalha mais dinâmica, estratégica, e menos enjoativa do que alguns RPGs costumam ser. Você ganha 1 BP para cada ação que realiza, podendo acumular até um numero maximo de 5. Você pode usar esses BPs para usar magias mais fortes, ou atacar em combos de até 4 hits seguidos. Somados a isso, existe também um sistema de fraquezas dos oponentes que devem ser exploradas para dar um BREAK no inimigo. Quando você ataca alguns inimigos com as suas fraquezas, você deixa ele em um estado de Break, que funciona como se o inimigo estivesse tonto, fazendo ele perder um turno, e ter a sua defesa diminuída, proporcionando um dano maior neles. Se já não fosse o suficiente, existe uma gama ENORME de magias, skills, armas diferentes que podem ser equipadas por personagens diferentes. Cada personagem tem uma gameplay diferente dependendo de sua classe. Como exemplo podemos pegar a caçadora que pode atacar com machado, arco e flexa, magias de vento, habilidades de arco e flexa, e ainda por cima capturar monstros nas batalhas, e usa-los como summons em batalhas posteriores. Tudo isso em apenas uma classse. Imagina quando você pode explorar e utilizar todas as 8.

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Resumo

No geral, Octopath Traveler é um prato cheio para fãs dos RPGs mais antigos, principalmente os JRPGs. Vale a pena a experiência se você gosta do genero. Não é nenhum jogo revolucionário, mas mais como uma grande celebração a este estilo de jogo que fez a cabeça de muita gente nas ultimas décadas porém com uma roupagem mais atual. Aqueles que não gostam muito do genero provavelmente passarão longe deste jogo, mas se você não teve a oportunidade de experimentar muito desta experiência no passado, esse é um excelente jogo para se aventurar e entender por que este genero de jogo fez, faz, e continuará fazendo sucesso entre milhares de fãs.

Pontos Positivos
– Extremamente nostálgico
– Historia completamente não-linear
– Estilo de Batalha em turnos inovador
– Inumeras variedade de classes, armas, e skills, tornando a luta bem interessante

Pontos Negativos
– Gráficos dos sprites pixelados acaba sendo bem nichado
– A história de alguns personagens, e algumas tramas acabam sendo bem previsiveis
– As vezes o número de encontros aleatórios pode cansar (apesar de poder ser minimizado)

NOTA FINAL 7.5/10

Código fornecido pela Square Enix

Agradecimento especial a Rodolfo Chaluppe pela resenha

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