Desenvolvido e distribuído pela Question Games, The Blackout Club é um survival horror cooperativo em primeira pessoa para até quatro jogadores centrado em um grupo de adolescentes que precisam investigar sua própria cidade, que tem experimentado acontecimentos estranhos e esconde um mistério aterrador. O game está disponível para XBOX One, PS4 e Steam.

O objetivo do jogo é bastante simples: entender o que está acontecendo com a cidade e, obviamente, sobreviver durante o processo. Como o conteúdo das missões é gerado proceduralmente, cada partida é única. Contudo, antes de encarar a ação e sobreviver nesta pequena cidade que é, no mínimo, estranha, o jogo recomenda que você primeiro passe pelo tutorial. Eu recomendo o mesmo. Não por causa das mecânicas de jogo em si, mas porque ele serve como base para entender os acontecimentos do jogo. Imagine o prólogo como sendo o “modo história” de The Blackout Club. A atmosfera é tão bem construída que você não precisa de jump scares baratos para sentir medo.

Concluído o prólogo, você parte para a criação do seu personagem. À primeira vista, as opções de customização parecem mínimas, mas você pode adquirir novos cosméticos com a moeda do jogo (nada de dinheiro real até o momento) ao concluir missões para o clube. Sim, você faz parte de um clube de adolescentes “investigadores”. Após a primeira missão, você precisará também escolher um major power, que servirá como atributo principal de seu personagem. Existem também os minor powers, que são desbloqueados à medida que você sobe de nível, e que atuam como habilidades passivas.

Durante as partidas você encontrará inimigos que não devem, sob hipótese alguma, ser mortos (esta é a regra máxima do clube). Por quê? Eles são membros da cidade. Você não quer matar sua mãe, não é mesmo? Todos os itens ofensivos são, na realidade, utilizados para nocautear ou atordoar os perseguidores. Os Sleepers são cegos, mas ouvem muito bem, enquanto os Lucids podem ver, mas são praticamente surdos. E existe ainda The Shape, um inimigo invisível que possui forma humana, que pode aparecer a qualquer momento do jogo para perseguir cada um dos membros do grupo. Este inimigo só pode ser visto quando seu personagem estiver com os olhos fechados.

Como mencionado anteriormente, cada missão possui objetivos únicos: coletar evidências, pendurar cartazes para recrutar novos membros para o clube, recuperar celulares perdidos de membros, entre outros. Alguns objetivos são focados inteiramente na cooperação (não disponíveis para aqueles que optarem por jogarem sozinhos). O mapa é sempre o mesmo, mas você desbloqueia gradativamente novas regiões da cidade enquanto avança no jogo. Explorar novas áreas é um dos pontos altos do jogo, e você acabará descobrindo rotas e esconderijos que podem ser úteis durante partidas futuras.

Nem todas as crianças fazem parte do clube. Um quinto jogador, o Stalker, pode invadir o seu jogo e coletar evidências de suas atividades e entregá-las aos inimigos (basicamente, ele é o dedo-duro da parada). Jogar como o Stalker é, de longe, uma das experiências mais legais do jogo. São todos os jogadores contra você, que precisará se esconder de maneira inteligente para não ser pego pelos membros do clube.

CONCLUSÃO

The Blackout Club oferece uma ótima experiência assimétrica online, em que cada partida é única. Embora seja rotulado como um survival horror, você raramente se sentirá assustado ou com medo, então não se preocupe caso terror não seja o seu forte. A atmosfera tensa e assustadora do prólogo faz falta nas partidas online. Jogar entre amigos é, sem sombra de dúvidas, muito divertido – e recomendado! Resta torcer para que o jogo continue recebendo suporte dos desenvolvedores, com novos mapas e objetivos.

PONTOS POSITIVOS

+ Prólogo fantástico, que introduz o jogador aos acontecimentos do jogo;

+ Missões geradas proceduralmente, garantindo o fator replay;

+ Enredo extremamente interessante (mesmo que subaproveitado).

PONTOS NEGATIVOS

– Um único mapa para ser explorado;

– Atmosfera de terror do prólogo não se mantém nas partidas online;

– Pouca variedade de inimigos e objetivos (o que pode ser resolvido com atualizações).

NOTA FINAL: 8/10

[Review feito a partir da versão de PS4 disponibilizada pela distribuidora.]

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