Sparklite é um jogo de ação e aventura desenvolvido pela Red Blue Games e publicado pela Merge Games e Maple Whispering Limited, lançado para PlayStation 4, Nintendo Switch, Xbox One, Microsoft Windows, Mac OS Classic no dia 14 de novembro de 2019.

“Sparklite é ambientado na terra em constante mudança da Geodia. Tudo no mundo da Geodia está ligado pela Sparklite, que é a força vital do planeta, e os habitantes aprenderam como canalizá-lo com segurança. O minério azul brilhante pode ser aproveitado, fornecendo uma fonte de energia recarregável e de baixo nível. Ou, para quem é corajoso ou ganancioso o suficiente, pode ser consumido por uma onda de poder com graves consequências. O auto-intitulado ‘Baron’ de Geodia criou uma conspiração para explorar o núcleo Sparklite do mundo para atingir seus próprios fins. Minerando Sparklite em grandes quantidades, o Barão redireciona o minério para alimentar suas poderosas máquinas de guerra, mas a poluição do Sparklite consumido está corrompendo o mundo. Os animais se transformaram em monstros violentos, e o ambiente está apodrecendo.” 

– Red Blue Games

Por mais que não haja semelhanças significtativas entre os dois jogos, Sparklite de alguma maneira me lembrou Chrono Trigger logo de cara com seu jeito cativante, suas cores vibrantes e estilo de arte pixelada, inclusive pela maneira leve e bem estruturada na qual a narrativa vai sendo contada, além da visão de câmera ser no mesmo ângulo, visto de cima para baixo, com uma leve inclinação.

Conforme foi dito na breve descrição de enredo do jogo, a ambientação deste mundo está sempre em constante mudança devido aos terremotos que modificam a geografia do mesmo. Com isso em mente, os desenvolvedores implementaram o sistema de roguelike nele, alterando os cenários toda vez que a protagonista (Ada) morre. Vale ressaltar que, como de praxe quando a personagem morre, seus itens coletados são todos perdidos, assim como itens de missões de NPC’s espalhados pelo mundo. Outro ponto importante a salientar é que os cenários todos são pré-criados e interligados. Quando você alcança um ponto específico do mapa, a tela muda e você teleporta para outro cenário rapidamente. Essa foi uma jogada sutil de desenvolvimento, pois quando você morre, os cenários não exatamente mudam por completo, mas sim se rearranjam de forma que os conecte de um modo diferente.

O combate do jogo se baseia em ataques rápidos (pressionando o quadrado repetidamente) ou pesados (segurar quadrado e soltar) com sua chave de apertar parafusos gigante (lembrando que o jogo foi testado no PS4). Ada também pode dar dash (pressionando X) para escapar de alguns inimigos que podem persegui-la. Sobre isso ainda, há uma grande variedade de inimigos neste jogo, todos criados propriamente para o mesmo, e apenas alguns possuem um visual que remetem a animais que existem de fato na Terra, como centopeias, javalis ou mamutes.

Também não demora muito até você dar de cara com o primeiro chefe do jogo, e é exatamente aí que você percebe o quão desafiador esse jogo realmente pode ser. Morri diversas vezes nele, reiniciando minhas partidas, até ir descobrindo a maneira certa de poder desafia-lo, pois não é simplesmente só sair na pancada com ele. Há uma estratégia envolvida que te obriga a utilizar a mecânica de dash nos momentos certos para conseguir vencê-lo, mas não irei estragar nenhuma surpresa contando como derrotá-lo.

Um detalhe que não posso deixar de comentar é que sua personagem sempre iniciará a partida em uma casa que fica em uma espécie de base flutuante nos céus, e fora dela há alguns comerciantes ou locais ainda em aberto para futuros NPC’s que deverão aparecer conforme você completa algumas missões destes, fazendo-os se juntarem à sua base. Dentro da casa, Ada também pode adquirir equipamentos que aumentam seus atributos, como saúde, força e energia.

Próximo a base, há um balão de ar quente flutuante que serve justamente para levar Ada ao mundo a ser explorado e onde as missões realmente acontecem. Além destas missões, há também algumas dungeons com puzzles desafiadores que ao serem concluídos, lhe concedem mais minérios para a compra de atributos à Ada.

Sparklite possui gráficos pixelados lindíssimos e uma excelente trilha sonora, com cenários muito bem construídos para serem uma desafio além dos monstros espalhados pelo mesmo, e com uma narrativa leve que não sobrecarrega o jogador. Posso dizer que este jogo certamente me atraiu de uma maneira muito positiva, já que eu definitivamente não sou fã de jogos no estilo roguelike. O conjunto todo de enredo, belas artes e animações muito bem produzidas fazem de Sparklite um jogo de grande diferencial entre outros do mesmo estilo.


Prós

+ Ambientação gráfica belíssima

+ Enredo leve e bem contado

+ Excelente apresentação de eventos e das mecânicas

+ Trilha sonora agradável

+ Puzzles divertidos


Contras

– Alguns bugs leves a serem corrigidos durante telas de loading e transição entre cenários, ou de sons altissimos que as vezes surgem logo que a personagem morre, causando um certo incômodo.



NOTA FINAL: 10.0 / 10.0

Jogo analisado no PlayStation 4 com código fornecido pela Red Blue Games

Anúncios

Deixe uma resposta