Demorou, mas chegou.

Eu poderia facilmente ter postado este review dias atrás, mas infelizmente Kingdoms of Amalur: Re-Reckoning foi lançado no dia 8 de setembro contendo uma série de bugs que me impediram de progredir na aventura, e por extensão, em sua análise. Após algumas horas de jogo, os inimigos mortos simplesmente começaram a desaparecer, levando consigo os pontos de experiência e itens que deveriam deixar para trás. Ok, progredir seria penoso, mas o problema real residia no fato do jogo fechar sempre que uma nova tela de loading surgia. Carregar o jogo salvo de nada adiantava, e acabei criando quatro personagens diferentes até que, no dia 17 de setembro, foi lançado um patch corrigindo o problema.

Sendo assim, foi somente ao longo desta última semana que pude jogar com calma a versão remasterizada deste que foi um dos meus RPGs favoritos da geração passada, afim de analisá-lo de maneira honesta.

Um dos maiores méritos deste RPG de ação desenvolvido pela Kaiko e publicado pela THQ Nordic é seu sistema de combate, que se mantém extremamente divertido e eficiente mesmo oito anos após seu lançamento original. É possível realizar combos com os mais diversos tipos de armas, utilizar magias e aparar ataques inimigos de maneira satisfatória, principalmente após dominar as mecânicas de combate. Há inclusive espaço para furtividade, caso você assim deseje.

Infelizmente o combate foi um dos poucos aspectos do jogo que não envelheceu mal ao longo de quase uma década. Mesmo com as melhorias gráficas e leves alterações nas mecânicas de jogo, é nítido que Kingdoms of Amalur pertence à geração passada. Da estrutura narrativa aos menus de jogo, tudo soa datado.

Contudo, explorar o mundo semi-aberto de Amalur é inegavelmente divertido, e as sidequests fazem de tudo para que você explore ao máximo cada cantinho do mapa, encontrando um segredo ou outro escondido por aí. Aliás, deixar as quests opcionais de lado é abrir mão de boa parte da exploração do jogo. Uma pena que os objetivos delas acabem se tornando repetitivos a longo prazo (mate X inimigos, colete Y itens…).

O destino é o tema central de Kingdoms of Amalur, sendo seu personagem, criado ao iniciar a aventura, o único ser vivo livre de suas amarras. Caberá a você, é claro, alterar o futuro já escrito de Amalur.

É uma temática interessante, porém dependente de personagens secundários completamente descartáveis cujas linhas de diálogo são mal escritas. É o combate que manterá você jogando até que os créditos rolem.

A temática se extende ao sistema de progressão do jogo, outro grande mérito de Kingdoms of Amalur. Não há restrições de classe, e você poderá combinar as aptidões de três árvores de habilidades diferentes: Might (força), Finesse (destreza) e Sorcery (feitiçaria). Meu personagem mesclava habilidades de Might e Sorcery, por exemplo.

Com relação ao trabalho de remasterização, muito pouco foi alterado. Adicionaram um novo nível de dificuldade, opções de distância para a câmera e, a mais óbvia das alterações, uma melhor resolução.

Além disso, os inimigos agora parecem deixar equipamentos compatíveis com as habilidades de seu personagem ao serem derrotados, além das regiões do jogo não serem mais orientadas por nível, mudança muito mais que bem-vinda. O nível dos inimigos escala de acordo com o nível do jogador, oferecendo um gameplay muito mais balanceado.

CONCLUSÃO

Embora não seja uma remasterização necessária ou até mesmo bem feita, Kingdoms of Amalur: Re-Reckoning oferece combates excelentes e um vasto mundo a ser explorado. Caso você seja capaz de deixar os gráficos e demais aspectos datados do jogo de lado, com certeza encontrará horas de diversão.

PONTOS POSITIVOS

  • Combate engajante;
  • Mundo rico a ser explorado;
  • Sistema de progressão de personagem não restritos à classes.

PONTOS NEGATIVOS

  • Visualmente e tecnicamente datado;
  • Péssimas linhas de diálogo empobrecem a temática interessante do enredo;
  • Não oferece muitas novidades ou melhorias comparado à versão original.

NOTA FINAL: 6,5 de 10,0.

Versão analisada: Playstation 4 regular.

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