Chegou no dia 10 de Setembro o surpreendente game “MO: Astray” para Nintendo Switch, mas jogadores de PC já podem conhecer ele desde o final do ano passado, quando se tornou disponível via Steam. É a primeira produção do estúdio Archpray, aliás, o projeto foi, na verdade, um trabalho de conclusão de curso dos fundadores da desenvolvedora em 2017 e, para lançarem como jogo para o mercado, contou com a parceria da distribuidora Rayark, ambas de Taiwan. Trata-se de um storyteller com puzzles e um toque de ação, na história o jogador controla um ser unicelular e sem memória que conversa com uma consciência invisível que não fica claro, a princípio, se ela se comunica com o herói através de telepatia ou pelo sistema de comunicação geral da base espacial que se passa a trama, e ambos estão interessados em descobrir o que aconteceu naquele ambiente sinistro aparentemente sem seres inteligentes, repleto de monstros e completamente destruído.

A jogabilidade é bem descomplicada, basicamente o personagem apenas se arrasta no chão, salta e gruda nas paredes, mas, com o desenrolar da aventura, ele ganha novas habilidades como a de se apoderar dos corpos e mentes dos inimigos para efetuar ações elaboradas demais para a espécie tão simples que é e são nesses momentos que também é possível ler as últimas lembranças das criaturas apossadas, descobrindo que todos ali eram cientistas estudando uma nova forma de vida durante um experimento que deu errado. Enquanto o gamer avança entre os cômodos e andares do inóspito local, novos e mais difíceis desafios, armadilhas e quebra-cabeças surgem para o protagonista resolver a fim de prosseguir obtendo respostas, evoluindo e solucionando o que causou a notória catástrofe naquele lugar.

A parte da ação fica para a hora de enfrentar os chefões de cada fase do jogo, que são vilões extremamente poderosos e incrivelmente assustadores, acrescentando ainda mais na experiência de jogar “MO: Astray”. E por falar em pontos positivos, a arte pixelada do jogo, que lembra um gráfico 16 bits mais trabalhado, ornando com as ilustrações de fundo e de primeiro plano dão um toque magnífico ao game, assim como a trilha sonora minimalista harmoniosa e tranquila e os efeitos sonoros que parecem terem sido usados em toda e qualquer oportunidade, mas, ainda, sem se fazerem exagerados ou exaustivos, muito pelo contrário, eles servem como infinitas cerejas num bolo divino desde a aparência até o sabor.

CONCLUSÃO

Não há muito mais o que falar de “MO”, é necessário experimentá-lo, e tai uma das maiores surpresas dele, apesar do preço barato em relação à grandíssima qualidade que tem (na semana do lançamento estava um pouco menos de 15 dólares na Nintendo eShop dos EUA), parece que poucos descobriram ele… ainda, embora já coleciono alguns importante prêmios. Para finalizar, outros detalhes que chamam a atenção são os níveis de dificuldade, que variam entre fácil, médio, aventureiro e desastroso, podendo mudar esse opção durante a jogatina (o que ajuda muito), e a possibilidade de, além de avançar com objetivo principal, poder procurar por salas secretas com recordações e informações a mais dos acontecimentos locais.

PONTOS POSITIVOS

  • Visual geral, trilha e efeitos sonoros apaixonantes.
  • Viciante e encantador, com uma história curiosa e jogabilidade simples, mas que traz uma experiência completa de um jogo solo.

PONTOS NEGATIVOS

  • Não tem legenda em português.

NOTA FINAL: 10 de 10,0.

Código disponibilizado pela desenvolvedora, análise feita por Vitão Kazones

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