Desde seu lançamento em 2015, a franquia Life is Strange atingiu um alto patamar entre os jogadores, apresentando enredos cativantes, problemas reais, personagens diversos e poderes incomuns, tudo embalado em ótimas trilhas sonoras que se tornaram o destaque da série. Agora, Life is Strange: True Colors chega como o quinto lançamento da série, trazendo a história de Alex Chen, que após 8 anos em orfanatos finalmente vai se reencontrar com seu irmão Gabe e começar uma nova vida no Colorado.

Alex é uma personagem introvertida, porém sociável. Sua personalidade se dá muito pelo que viveu nos orfanatos e em rejeições de lares, nunca tendo sido totalmente aceita pelos tutores, que acabavam desistindo da adoção. Já no inicio do game somos apresentados à habilidade especial de Alex, ela consegue visualizar o espectro de emoções das pessoas, sabendo exatamente como elas estão se sentindo, até absorvendo e compartilhando dessas sensações, uma empatia extrema em forma de superpoder.

O poder de Alex é um dos mais interessantes da série, ainda mais por realçar algo que é muito necessário dos dias de hoje, se colocar no lugar do outro. Ao compreendermos como o outro se sente, nos tornamos melhores, pois passamos a ser mais compassíveis. O jogo se aproveita bem do caminho que escolheu e apresenta ótimas mecânicas para utilizar este poder, além de criar situações em que ele se faz realmente muito útil.

A cidade de Heaven Springs é pequena e encantadora, toda a parte estética da franquia está ali reconhecível, porém visualmente superior. Uma mescla entre natureza e civilização, que dá vida à um lugar de paz, belo e amigável, uma verdadeira cidade de interior que se torna parte da história.

O elenco de apoio é outro ponto forte do título, desde os mais destacados até os que menos aparecem, todos são bem apresentados e tem seu lugar reservado. Porém o brilho se dá quando Alex se reúne com Ryan e Steph, sim a mesma do primeiro jogo, que inicialmente são amigos do seu irmão Gabe. Os três apresentam uma ótima química e funcionam muito bem juntos em tela.

Ao analisarmos a trilha sonora é onde o título brilha, e não podia ser diferente tendo em vista que esse quesito já se tornou marca registrada da franquia. O jogo conta com uma das melhores trilhas sonoras, tanto da própria série, quanto dos jogos atuais, embalado em sua maioria por faixas Indie/Folks, inclusive contando com algumas bandas bem conhecidas, como Kings of Leon e Radiohead. As cenas ganham muito mais profundidade e a música transmite muito bem o sentimento que deve ser representado.

Alguns detalhes ainda poderiam ser corrigidos, como o fato de ao falar com NPC’s aleatórios, estes conversam com Alex olhando fixamente para frente, sem se virar ou identificar onde a personagem está. Ou o fato de que, mesmo com um ótimo trabalho de expressão nos personagens principais, alguns secundários vão lhe dar sorrisos assustadores vez ou outra.

É valido dizer que a Unreal Engine utilizada na franquia é extremamente competente, porém parece se destacar ainda mais aqui no novo título, as movimentações e expressões corporais estão muito mais fluidas e autênticas.

Como dito, as correções são apenas detalhes que se perdem num oceano de beleza. A qualidade do título suprime as pequenas falhas, tornando todo o trabalho da Deck Nine em algo surpreendente, não devendo em nada os títulos anteriores, muito pelo contrário. Life is Strange: True Colors é sem dúvidas uma ótima adição à franquia e que deve ser conferido tanto pelos fãs quanto por aqueles que desconhecem a mesma, com um poder capaz de nos ensinar diversas lições importantes para a vida.


PRÓS

+ Visualmente excepcional, iluminação no jogo é surreal.

+ Trilha sonora mantém o alto nível da franquia.

+ História e personagens cativantes.

+ A habilidade especial de Alex é uma das melhores da franquia, tendo sido uma escolha acertadíssima dos desenvolvedores.

+ Cenários altamente críveis, bem preenchidos e contam junto a história.


CONTRAS

– Falta um toque nos npc’s para que identifiquem onde a protagonista está ao estabelecer uma conversa.

– Mesmo com textos totalmente em português, uma dublagem seria muito bem vinda.

– Algumas expressões poderiam ser melhoradas.


NOTA FINAL: 8.5 / 10

Código fornecido pela Square Enix e testado no PS4.

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