Após 4 anos de longa espera o mundo bruxo, ou Wizarding World, volta as telas mundiais. Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore da sequência a trama dirigida por David Yates, com roteiro assinado por J.K. Rowling e Steve Kloves, tem o desafio de dar continuidade e aprofundar os acontecimentos de seus antecessores e, se possível, reverter o nó na garganta deixado pelo ultimo filme (Crimes de Grindelwald).

O terceiro longa traz uma história mais coesa e bem definida, o telespectador é imergido nos aspectos políticos e sociais da sociedade bruxa, um tom de seriedade é mantido durante praticamente todo o filme e a intensidade dos acontecimentos demonstram a importância daquele momento para todos os envolvidos. É impossível comentar sobre essa narrativa sem dar destaque a Mads Mikkelsen que trouxe um Grindelwald mais amedrontador e sombrio, sem perder o ar persuasivo que o faz tão ambíguo perante a população, por diversos momentos ele rouba a cena e traz imponência aos seus atos como uma ameaça real. Como contraponto temos Jude Law que interpreta com maestria um dos personagens mais icônicos e misteriosos de toda a franquia, Dumbledore que traz dilemas modernos e conflitos complexos (como sempre), cenas marcantes e emocionantes – uma delas em especial faz qualquer fã verdadeiro ir as lágrimas – isso é claro sem perder o velho costume de trazer lições maravilhosas que trarão reflexões profundas a todos interessados a ouvi-las.

Mas e Newt? Tina? Jacob? É, os nossos personagens principais nunca foram tão coadjuvantes quanto agora, com um plot tão voltado ao professor de transfiguração sobra pouco espaço, ou quase nenhum, para desenvolver todos os personagens, por vezes é possível deixa-los de lado sem perder o tom da história, mas estão lá, assim como as criaturas que dão origem ao nome da franquia, parece que se tornou uma missão adicionar novas espécies a cada filme e trazer um tempo expressivo de tela com elas, isso por vezes deixa a narrativa lenta e desfocada do objetivo principal. Para nós brasileiros ainda há a adição de Vicência Santos, interpretada impecavelmente pela nossa Maria Fernanda Cândido, uma personagem que ao mesmo tempo traz a imponência e importância de seu cargo como ministra da magia do Brasil tem pouca presença de tela e também não aproveitada a seu máximo (estamos falando de uma atriz condecorada nacionalmente), para um filme que originalmente se passaria no nosso país a personagem deixa um gostinho de quero mais e a expectativa de um possível desenvolvimento futuro.

Não menos importante, é impossível falar deste universo sem comentar dos cenários e trilha sonora. Ah, esses estão bem presentes, em vários momentos a fotografia é tão bela que faria qualquer potterhead querer emoldura-la, as músicas conduzidas por James Newton Howard ilustram e compõem o ambiente, por horas a nostalgia permeia a tela, outras traz profundidade e dinâmica as ações.

Por fim, os Segredos de Dumbledore continuam bem guardados, mas as histórias e conflitos trazidos abrem oportunidades para grandes reviravoltas (se bem utilizadas). Para todo apreciador desse universo: é um filme que vale a pena assistir e reassistir, não é sempre que podemos revisitar cenários e rever personagens queridos com tanta frequência e, mesmo com seus defeitos, Hogwarts estará sempre lá para lhe receber de braços abertos.

Pontos positivos:

+ Cenas de ação;

+ Efeitos Especiais;

+ Representatividade;

+ Ambientação e Fotografia;

Pontos negativos:

– Lentidão em conflitos menores;

– Falta de clareza em relação aos feitiços;

– Personagens de destaque mal aproveitados;

– Nostalgia em excesso acaba sendo mal utilizada;

NOTA FINAL: 7.5/10

Resenha feita por Marco Antonio Oliveira Goncalves

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