Doutor Estranho no Multiverso da Loucura além de se aprofundar mais no assunto do Multiverso, através de Sam Raimi, também traz o limite do Terror que o UCM pode ter sem perder suas origens. Filme estreia está semana e já digo que está uma loucura de tão bom!

Foi bem mais complicado que o normal falar deste filme sem entregar nada, mas pode ficar tranquilo que sua experiência será preservada.


Roteiro, Direção e Enredo

“Time que está ganhando não se mexe”. O filme segue o mesmo padrão Marvel e em alguns momentos o seu desenvolvimento segue no piloto automático, pouco surpreendendo em suas reviravoltas. Não que seja algo ruim, se tem dado certo é por saberem como amarrar e preencher tudo muito bem. A receita de bolo é a mesma, o que muda é o recheio e a estética do bolo.

O filme traz para nós um dilema moral: “O que vale a pena sacrificar para ter o que desejamos?”. Senti como se o filme todo fosse baseado nesta frase.

Sam Raimi traz uma nova ótica para o UCM, testando os limites do Terror e da insanidade. Ele traz consigo as sua vasta experiência no Terror e sem enrolar muito mostra ao telespectador as suas raízes, principalmente durante os dois primeiros atos.


Atuações

Boa parte do elenco cumpre seus papéis muito bem e sem alguma surpresa. Já estamos acostumados com boa parte do elenco então já fica mais difícil surgir algo diferente do normal. Xochitl Gomez (América Chávez) chegou agora e já me deu a sensação de estar lá há mais tempo, bem natural e a vontade.

As duas atuações em destaque são: Elizabeth Olsen (Wanda Maximoff) e Rachel McAdams(Christine Palmer).

Até fui pesquisar a respeito da Elizabeth para saber se ela já tinha feito algum filme de Terror e até achei algumas participações em filmes não tão conhecido. Ela abraçou bem as idéias de Sam Raimi e facilmente poderia ser uma entidade/monstruosidade de filme de Terror. Ela demonstrava ter um poder muito acima e mesmo falando em tom ameaçador dava pra ver em seu semblante o misto de poder, loucura, desespero e insanidade. Fazia tempo que não me surpreendia tanto com uma atuação no UCM.

Em contrapartida, Rachel se destacou negativamente comparada aos demais. Pouca expressão facial e quase sempre fazendo a mesma cara de birra. Ela teve mais tempo de tela que no primeiro filme do Doutor Estranho e ainda assim representou menos o seu papel.


Efeitos Gráficos

No primeiro filme, tivemos belas cenas gráficas durante os combates no mundo espelhado. Tivemos efeitos mais voltados para a coreografia gráfica, magias quase sempre na mesma paleta de cor e ambientes repetitivos.

Aqui neste filme a fotografia é muito mais explorada. Até tem uma maior variedade de magias, com mais cor e um visual melhorado. Contudo está nítido que o foco são as ambientações dos cenários multiversais. Cada viagem traz consigo um novo ambiente, montado individualmente, de forma única e minimalista. Um show visual do mais grande nível e orçamento. Está tudo muito bem, mas as ambientações estão em outro patamar.


Efeitos sonoros


Normalmente não costumo falar sobre isto em filmes do UCM, dando apenas uma pincelada sobre trilha sonora. Desta vez será diferente.

Sam Raimi trouxe tom orquestral ao filme. Suas variações no volume e toda sonoplastia estavam escalando perfeitamente com a tensão que ele desejava impor ao telespectador em momentos específicos. Não é nada que mata o espectador do coração, mas se não está acostumado ao gênero de terror, melhor ir preparado.


A redução da auto proclamação


Finalmente a Marvel entendeu e diminuiu drasticamente a auto proclamação. Era algo que me incomodava vez ou outra.

Doutor Estranho no Multiverso da Loucura mal perde tempo com este tipo de coisa, com exceção de Wong que faz questão de nos recordar, mesmo que em tom cômico, que é o atual Mago Supremo. É uma escolha sábia para evitar perdas de tempo no filme, além obrigar os novos fãs a “fazerem seu dever de casa”.

Inclusive os “coadjuvantes de luxo” não tiveram tempo para se explicarem no filme. Uma medida inteligente e eficaz que traz uma recompensa maior para os fãs mais antigos.


O que preciso ver para entender o filme?

Vai cair de para-quedas no filme e tem a menor ideia do que fazer? Resolveu acompanhar a modinha mas descobriu que a modinha já tem mais de 10 anos de filmes e séries que se interligam?

Seus problemas acabaram! Para entender o básico desde filme você precisa apenas ver o primeiro filme de “Doutor Estranho” e a série “Wandavision”.

Quer entender todos os detalhes? Bem, vê tudo que é filme da Marvel pois se eu te der a lista precisa dos filmes vai acabar sendo um spoiler. Melhor errar pelo excesso do que pela falta.


Conclusão


Filme excelente e um grande marco do que pode vir a seguir no UCM. Uma direção ímpar, atuações bem executadas e tudo muito bem entrelaçado e na medida certa.

Não vá com o hype direcionado ao Fan Service. Os “coadjuvantes de luxo” são bons, porém com tempo de participação bem curto. Vá focado em ver a Wanda virar tudo do avesso, não irá se arrepender. Ah! Vá preparado pra levar uns sustos!


PONTOS POSITIVOS

+Boas atuações, com destaque positivo para Elizabeth (Wanda Maximoff);
+Diversidade e qualidade de cenários;
+Direção com grandes acertos;
+Ótimos confrontos;
+Easter-Eggs satisfatórios;
+Redução na Auto proclamação.


PONTOS NEGATIVOS

-Pouco aproveitamento dos “coadjuvantes de luxo”;
-Em alguns momento o filme avança “no piloto automático”.


NOTA FINAL: 8,5/10

Agradecemos a Disney pela oportunidade de vermos o filme na Cabine de Imprensa.

3 comentários »

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